Corinthians e Santos ficaram no empate por 1 a 1, nesta quarta-feira (7), pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, na Neo Química Arena. O Corinthians acumulou, com isso, quatro partidas seguidas sem vencer, enquanto o Santos aumentou a série de invencibilidade para 11 jogos. Mas o resultado foi inconveniente para ambos: o Corinthians perdeu a chance de se distanciar da zona de rebaixamento e o Santos de se aproximar da briga pela liderança.
O Santos não teve dez jogadores à disposição para o clássico, entre eles os dois mais importantes do time: Marinho e Soteldo. Lesionados, suspensos e um atleta que não pode ser inscrito completaram a lista de desfalques: Vladimir, Lucas Veríssimo, Alison, Carlos Sánchez, Raniel, Arthur Gomes, Renyer e Copete. O técnico Cuca, suspenso, foi outra baixa e foi substituído por Cuquinha. Já o Corinthians não contou com o volante Cantillo, convocado pela Colômbia, e Otero, que está com a seleção venezuelana.
Em razão do Santos estar desfigurado, o lateral-direito Madson foi improvisado para atuar mais à frente e se deu bem: abriu o placar aos dez minutos, aproveitando cruzamento de Jean Mota. Após o gol, o Santos recuou demais. O Corinthians começou a ficar com a bola, mas não sabia o que fazer com ela. Mostrou novamente por que passou em branco nos últimos três jogos. No fim do primeiro, porém, o Corinthians voltou a marcar depois de 345 minutos. Escanteio foi cobrado, Gil desviou e Danilo Avelar dividiu com o goleiro João Paulo pelo alto e empatou. Falha do goleiro santista, que vinha sendo destaque nos últimos jogos.
Para o segundo tempo, o Corinthians voltou com três mudanças no setor ofensivo: entraram Cazares, Gustavo Mosquito e Boselli. O técnico interino Dyego Coelho sabia que o empate não era suficiente para aliviar a pressão no clube. Já o Santos retornou com Tailson no lugar de Jean Mota.
Se o primeiro tempo tinha sido "arrastado", com o Santos fechado e o Corinthians sem criatividade, a etapa final começou agitada. Ambos os times passaram a se arriscar mais. Esbarravam na qualidade técnica dos jogadores, que cansaram de errar passes.
As mudanças melhoraram o Corinthians, mas Coelho ainda não estava satisfeito e voltou a mexer ao colocar Camacho. Os mandantes tinham o domínio do jogo. O Santos, assim como no primeiro tempo, começou a ficar mais recuado a partir dos 15 minutos e não tinha chances nos contra-ataques. A defesa corintiana levava a melhor em quase todas as jogadas.
Apesar da tentativa de pressão do Corinthians, o goleiro João Paulo quase não teve trabalho na primeira metade do segundo tempo. O mesmo aconteceu com Cássio, que praticamente só assistiu ao clássico da sua meta. O auxiliar Cuquinha, então, aproveitou que o zagueiro Luiz Felipe pediu substituição e colocou o atacante Marcos Leonardo, deslocando Madson para a defesa.
Na teoria, o Santos ficaria mais ofensivo. Na prática, porém, a postura da equipe continuou igual. Talvez até pela sequência de jogos e viagens, porque também disputa a Libertadores, ao contrário do Corinthians. Aos trancos e barrancos, os mandantes tentavam levar perigo e Vital mandou uma bomba da entrada da área, mas João Paulo fez boa defesa e o clássico terminou empatado em Itaquera.
Agora com 21 pontos, o Santos volta a jogar no domingo (11), quando receberá o Grêmio, na Vila Belmiro. No mesmo dia, o Corinthians, com 14, visitará o Ceará.