Nacional

Força-tarefa de combate a milícias está em ação no Rio

Agência Brasil
| Tempo de leitura: 2 min

Rio de Janeiro - A força-tarefa criada recentemente pela Polícia Civil do Rio de Janeiro para combater o poder das milícias que atuam no Estado continuou a realizando na noite desta sexta-feira 16) a ação contra o braço financeiro de um dos grupos que agem na Baixada Fluminense. A ação é em Nova Iguaçu e tem como finalidade asfixiar as fontes de renda e interromper serviços e atividades comerciais e ilegais, que geram grande lucro para a organização criminosa.

Até o momento, 17 pessoas foram presas. Nesta semana, em dois dias,  17 milicianos morreram em confronto com as forças de segurança do estado. A operação tem como alvo a facção chefiada por Wellington da Silva Braga, o Ecko, que age na zona oeste do Rio e está expandindo seu território para a Baixada Fluminense. Estavam em campo equipes de várias delegacias especializadas, que atuam em suas atribuições para combater os crimes cometidos pela milícia na região.

DOZE MORTOS

Um comboio formado por 12 suspeitos de envolvimento foi o alvo da manhã desta sexta-feira. Eles eram suspeitos de atuar com uma das maiores milícias do país. Todos foram mortos em uma operação policial em Itaguaí (RJ), na Baixada Fluminense, e compõem um dos braços armados da organização criminosa, segundo a Polícia Civil. O ex-PM Carlos Eduardo Benevides Gomes, o Bené, apontado como chefe do grupo, estava cercado por 11 "seguranças armados" da quadrilha. Todos morreram na operação e um policial ficou ferido. Os suspeitos, que seguiam em quatro carros, estavam com "armas de guerra" e são apontados como os encarregados de garantir a proteção de Bené, de acordo com a polícia. Na ação, foram apreendidos oito fuzis, quatro pistolas e um facão. 

Uma farmácia que lavava dinheiro da milícia e vendia remédios controlados sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)  e anabolizantes foi interditada, além de uma central clandestina de internet. Comerciantes que vendem produtos piratas tiveram mercadorias apreendidas e o transporte alternativo, fonte de renda dos milicianos, também é investigado. A força-tarefa apura ainda casos de cobrança irregular de taxas de segurança e de moradia, instalações de centrais clandestinas de TV a cabo, armazenamento e comércio irregular de botijões de gás e água, parcelamento de solo urbano, exploração e construções irregulares e outros crimes ambientais.

OUTRA AÇÃO

É a segunda ação da força-tarefa nesta semana em Nova Iguaçu. Na quarta-feira (14), cinco integrantes da milícia acabaram mortos e um integrante do grupo tático da milícia local, responsável por ações diretas de combate, foi preso. Na ocasião, os policiais apreenderam cinco pistolas, munição, carregadores, fardas, coletes balísticos, equipamentos de comunicação, vergalhões para furar pneus e três carros.

Comentários

Comentários