Viver Bem

Sofra menos com o

Evelin Azevedo
| Tempo de leitura: 2 min

As ondas de calor que estão atingindo várias partes do Brasil estão deixando as pessoas de cabeça quente. Os efeitos de toda essa quentura podem provocar a hipertermia, condição caracterizada pelo aumento descontrolado da temperatura do corpo. Caso ela ultrapasse 40ºC, essa condição pode trazer consequências graves para a pessoa.

Para se ter uma ideia do momento, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) chegou a emitir alerta para o perigo de morte por hipertermia para algumas áreas dos Estados de São Paulo, Minas, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, além do Distrito Federal. O Rio foi classificado como "perigo potencial", a terceira classificação de onda de calor numa escala de quatro.

"Nosso organismo é programado para funcionar numa faixa de temperatura. Quando a temperatura aumenta por causa de febre (quando há agente infeccioso) ou por hipertermia, as proteínas e enzimas do corpo se desnaturam, ou seja, perdem a sua forma, e também a sua função. Mesmo que o corpo chegue a 39ºC, ele funciona ainda, pois o nosso mecanismo regulador consegue diminuir a temperatura. Quando alcança 40ºC, pode chegar ao coma e com 42ºC, a pessoa morre", explica Ana Sodré, médica clínico geral.

Não é apenas a exposição direta ao sol que provoca a hipertermia: permanecer em ambientes fechados, quentes e com pouca circulação de ar também podem provocar a condição. Os principais sintomas são a interrupção da sudorese (por falta de líquido no corpo) após suar demais, aceleração dos batimentos cardíacos, sede em excesso, sensação de queda de pressão, tontura e confusão mental, podendo chegar ao desmaio.

"Ao identificar alguém nessas condições, é preciso diminuir imediatamente a temperatura corporal dela. Isso pode ser feito levando a pessoa para um ambiente mais fresco e enrolando-a em uma toalha encharcada. Só dê água ou outro líquido após diminuir a temperatura, pois se ela estiver muito quente, pode acabar vomitando", orienta o médico clínico geral Luís Fernando Correia.

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