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Ministro quer dados da PF em suposta intervenção de Bolsonaro

Estadão Conteúdo
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Novo relator do inquérito que mira o presidente Jair Bolsonaro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pediu à Polícia Federal que preste informações sobre o andamento das apurações, que têm por objetivo esclarecer se Bolsonaro interferiu indevidamente na Polícia Federal, como relatou Sergio Moro.

O inquérito era supervisionado pelo ministro Celso de Mello, mas passou para Alexandre de Moraes depois da aposentadoria do colega. O sorteio de um novo relator, na semana passada, foi uma iniciativa do presidente do tribunal, Luiz Fux, para evitar que o então indicado para a vaga, Kassio Nunes Marques, agora ministro, assumisse o caso junto aos demais processos que estão no gabinete de Celso de Mello.

O primeiro despacho de Moraes no inquérito tem apenas quatro linhas e faz referência a um despacho da PF do mês de agosto, que apontou medidas que ainda precisavam ser cumpridas.

DEPOIMENTO

As informações agora solicitadas à Polícia Federal são necessárias para que Alexandre de Moraes possa dar prosseguimento à forma como o presidente da República deverá ser ouvido.

O antigo relator do caso, Celso de Mello, determinou em setembro o interrogatório presencial do presidente Jair Bolsonaro, pela Polícia Federal. No entanto, a Advocacia-Geral da União, que defende o presidente, recorreu. A medida ainda não foi cumprida. O plenário do Supremo começou a avaliar o recurso de Bolsonaro, mas até agora apenas o ministro Celso de Mello votou. Para a retomada do caso, o ministro Alexandre de Moraes deverá pedir, primeiro, que haja a inclusão na pauta do plenário.

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