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Polícia Civil prende suspeito de ser líder do ataque a banco em Botucatu


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Policiais do Grupo Armado de Repressão a Roubos (Garra), vinculado ao Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) da Polícia Civil, prenderam, na noite desta sexta-feira (30), um homem suspeito de ser um dos líderes do ataque ao Banco do Brasil de Botucatu (100 quilômetros de Bauru), ocorrido no dia 29 de julho. Além dele, outras dez pessoas já foram presas por suspeita de participação no crime.

Nesta sexta, policias do Garra receberam a informação de que um homem tinha dado entrada em um hospital na região da avenida Paulista, em São Paulo, para a retirada de fragmentos de munições que tinha no corpo. O paciente, Carlos William Marques de Jesus, conhecido como "Grandão", já tinha um mandado de prisão temporária em aberto e, segundo a Polícia Civil, apresentou documentos falsos para fazer o procedimento.

De acordo com informações prestadas pelo delegado seccional de Botucatu, Lourenço Talamonte Netto, mesmo sob efeito da sedação utilizada no preparo da cirurgia, Carlos tentou fugir, mas foi detido.

"Ele estava hospitalizado para retirar fragmentos de projéteis balísticos remanescentes da ação em Botucatu", acrescenta o seccional. O acusado foi encaminhado ao Dope e, posteriormente, ao IML, para exame de corpo de delito. Ele foi conduzido a uma unidade prisional não informada à imprensa por razões de segurança.

RELEMBRE O CASO

Entre o fim da noite de 29 de julho e o início da madrugada do dia 30, cerca de 30 homens fortemente armados fizeram populares reféns, interceptaram a saída do Batalhão da PM com veículo em chamas e explodiram o cofre da agência do Banco do Brasil, no centro de Botucatu. Na fuga, eles tentaram furar bloqueios em quatro pontos. Houve troca de tiros entre os ladrões e a polícia e os suspeitos chegaram a atear fogo em veículos em dois trechos de rodovias para evitar a chegada de reforço.

Dois PMs ficaram feridos na ação, sem gravidade, e um suspeito foi morto. Até agora, já foram recuperados R$ 1,6 milhão, joias roubadas de uma joalheria em ação simultânea ao ataque ao banco e oito fuzis, além de metralhadora, munições, explosivos e coletes.

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