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Pesquisador alerta para riscos de chuvas

Agência Brasil
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Rio de Janeiro - O período de chuvas na região Sudeste já chegou e com ele surgem as preocupações com riscos de deslizamentos de encostas, o que causa acidentes graves e com mortes, principalmente, no Rio. 

O professor da Faculdade de Geologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e pesquisador, Francisco Dourado, disse que as chuvas começam a ficar mais frequentes a partir de novembro, mas vão se intensificando e a interferência no solo é maior próximo ao fim do verão, época em que há acúmulo de água de todo o período. Aí, a possibilidade de deslizamentos aumenta. O único período em que os riscos são quase inexistentes é entre maio e agosto, considerado mais seco.

"A gente vê uma concentração mais para o fim do verão, porque vem de meses e meses de chuva e tem acúmulo de água no solo, cada vez mais saturado. Quando acontece uma pancada no fim do verão é quando ocorrem os piores problemas, já dizia Tom Jobim, "são as águas de março fechando o verão", contou, em entrevista à Agência Brasil.

Para o professor, a redução de desastres e de risco, de uma maneira geral, é um ciclo. Começa com uma preparação e prevenção, depois uma atuação durante um desastre que possa ocorrer, seguida da fase de recuperação. Acabada a recuperação deve voltar para a fase de prevenção. O problema é que, segundo ele, historicamente, no Brasil, a preocupação costuma ocorrer durante o desastre e nas obras depois dos desastres.

"A parte de prevenção é pouco trabalhada. A gente investe muito dinheiro no pós, no depois do que aconteceu e pouco na prevenção", disse acrescentando, no entanto, que depois da tragédia que ocorreu Região Serrana do Rio em 2011, "os governos federal, estadual e municipal se viraram para a temática de prevenção, mas não no nível desejável."

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