Duas escolas de Bauru estão fazendo trabalhos de busca ativa dos estudantes para combater a evasão escolar, seguindo o movimento presente em toda a rede estadual de São Paulo. As atividades possuem o mesmo objetivo: o de garantir que os estudantes participem das aulas e tenham acesso ao conteúdo pedagógico.
Na Escola Estadual Professor Francisco Alves Brizola, os alunos do grêmio estão fazendo lives semanais para manter os estudantes conectados.
A presidente do grêmio, Letícia Santos, conta que havia uma preocupação sobre a participação dos demais estudantes nas aulas e por isso eles resolveram fazer uma pesquisa sobre quais eram suas maiores dificuldades.
Nesta pesquisa foi constatado que o acúmulo de atividades não realizadas acabava desmotivando os alunos a participarem das aulas.
Em função disso, foi sugerido que os professores realizassem lives com o intuito de manter a interação entre os seus estudantes, que se assemelha a de uma aula convencional.
"Atualmente, as lives via google meet são realizadas semanalmente e têm trazido bons resultados. Uma live que os alunos gostaram bastante foi de genética, intitulada 'Variações das Leis de Mendel', cuja habilidade era elaborar e testar hipóteses sobre composição genética de indivíduos e sobre herança, aplicando as ideias de Mendel", afirmou a coordenadora da escola, Marina Artioli.
PROFESSOR
Na Escola Estadual Walter Barreto Melchert, o professor de matemática Paulo Viero tem realizado as aulas mediadas por tecnologia e acompanhado quem está deixando de fazer as atividades.
Para isso, o docente mantém contato com os alunos pelas redes sociais para saber se estão com dificuldades e quando necessário vai até a casa deles e empresta o próprio celular.
Em um dos casos, o professor relata que não conseguia falar com um estudante e passou a investigar algum contato até localizar o endereço atualizado da família.
O professor Paulo Viero conta que os alunos respondem muito bem ao trabalho que ele tem realizado nos últimos meses.
"Alguns alunos relatam que nunca tiveram essa atenção de nenhum professor e passam a se dedicar mais às aulas. E assim seguimos no que acredito ser o caminho certo pela educação dos alunos neste momento tão excepcional", relatou o docente.