O Sesi Vôlei Bauru apresentou, oficialmente, o técnico Rubinho, que vai comandar a equipe no restante da temporada 2020/21. Em coletiva de imprensa realizada no Sesi Horto, na manhã desta sexta-feira (6), o treinador falou sobre sua primeira experiência comandando uma equipe feminina de vôlei e a expectativa para o restante da temporada.
Participaram da coletiva também o presidente da equipe, Reinaldo Mandaliti, o diretor do Sesi Bauru, Jader Serni, e o superintendente do Sesi-SP, Alexandre Pflug, que prestaram esclarecimentos sobre o andamento das obras do novo ginásio do Sesi, que estão paralisadas (leia mais abaixo). Confira, a seguir, trechos da coletiva com Rubinho.
Imprensa - Você tem dois grandes desafios. O primeiro é trabalhar em uma equipe feminina de ponta, e iniciar um trabalho no meio da temporada, o que não é ideal para nenhum treinador. Como vai administrar isso?
Rubinho - Não é a primeira vez que isso acontece na minha carreira. Nas primeiras semanas, existe uma adaptação. Tenho um bom staff técnico para me apoiar nessa situação. Não é o ideal, mas temos que acelerar alguns processos. Tudo se modifica através do trabalho. Se estivesse em início de temporada, os testes poderiam ser mais lentos, o estudo poderia ser um pouco mais pausado, até chegarmos a um grande conhecimento. Obviamente que hoje não, então tenho que me dedicar muito a acelerar o estudo da minha equipe e dos meus adversários. Trabalhar, me dedicar, usar mais horas do dia não só na quadra, mas fora também.
Imprensa - Bauru perdeu jogos importantes no tie-break. Mostrou reações, mas não conseguia concluir a vitória. Como você pretende trabalhar essas questões psicológicas?
Rubinho - Existem maneiras de, no próprio treinamento, criar situações de pressão sobre uma peça, uma posição. Esse é um dos caminhos. Nosso treino tático será sempre uma parte de construção e outra parte de competição. Nessa segunda parte, estão inclusos exercícios que exercem pressão sobre os jogadores. A cada situação (de dificuldade)que for percebida, criamos exercícios e modulamos o ambiente para que elas consigam tomar decisões que possam ser usadas em uma situação de tie-break, por exemplo, e tornar a pressão algo natural para a equipe.
Imprensa - Qual a diferença entre trabalhar com uma equipe masculina e feminina, onde terá sua primeira experiência?
Rubinho - Com certeza, muda muita coisa. Existe a questão comportamental… É tudo questão de adaptação. O jogo de vôlei é o mesmo, só que com algumas diferenças. Os jogos femininos, por exemplo, costumam durar mais. Por isso, ocorrem mais ataques, mais transição de bola. Então, como disse, é questão de adaptar esses detalhes. Pode ter certeza que vou estudar muito para adaptar meu modelo de trabalho, analisar jogos. Eu tenho uma realidade de trabalho que quero alcançar e vou chegar nisso.
Imprensa - Qual sua avaliação do elenco? Há algo que precisa melhorar?
Rubinho - É um time qualificado, que tem um peso de ataque interessante. Jogadoras com perfis interessantes, de qualidade. Então, parto da análise desses perfis para criar uma situação de jogo para essa equipe. Quero otimizar esse perfil e explorar o que elas têm de bom. Então, se temos jogadoras mais pesadas, obviamente tem a questão do ataque, do saque, que pode ser mais agressivo. Dentro do perfil das minhas jogadoras, quero fazer uma situação em que eu possa tirar o máximo de proveito para que elas tenham um rendimento mais alto.
Imprensa - Qual a expectativa da temporada? Coloca o Sesi Vôlei Bauru entre os favoritos da Superliga 2020/21?
Rubinho - Não me preocupo muito com favoritismo. Me preocupo com o trabalho no dia a dia e jogo a jogo. Principalmente na Superliga e este ano, em que teremos uma sequência de jogos muito pesada. Serão quatro semanas com pelo menos dois jogos em cada. Ou seja, são várias situações que geram problema de logística, de treinamento. Então, o pensamento é muito mais em melhorar o time a cada dia. Essa melhoria diária é que vai fazer com que você tenha resultados. Na verdade, o objetivo é ganhar de todos os times. Só que, obviamente, geralmente isso não acontece, principalmente em uma competição equilibrada, com muitas equipes fortes e de bom investimento. Isso torna o campeonato muito difícil. Temos que estar sempre com a mesma seriedade, fazendo o máximo em cada partida, para termos o retorno no final. Essa é minha linha de pensamento.