São Paulo - Laudos da polícia de São Paulo concluíram que a morte do voluntário da CoronaVac não tem relação com a vacina. Os investigadores estão convictos de que se tratou de um suicídio. A vítima morreu em 29 de outubro. O resultado do exames do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) reforçam a tese dos investigadores. Os resultados indicaram que a morte resultou de "intoxicação exógena por agentes químicos". A vítima recebeu a última dose da Coronavac mais de 20 dias antes de morrer. Os compostos encontrados não são os mesmos do imunizante.
A morte do farmacêutico de 32 anos foi o motivo alegado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para suspender na segunda-feira (9) os testes da vacina contra a Covid-19, desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac e o Instituto Butantãn. A pesquisa só recebeu autorização para ser retomada dois dias depois.
NOVO DIRETOR
O presidente Jair Bolsonaro indicou nesta quinta-feira (12) o nome do tenente-coronel da reserva Jorge Luiz Kormann para ocupar uma vaga na diretoria da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Para que possa ocupar o posto, ele precisará passar por uma sabatina no Senado.
Atualmente, Kormann é secretário-executivo adjunto do Ministério da Saúde, onde atua desde maio, quando o governo passou a aumentar o número de militares em postos-chave da pasta.
A Comissão Mista da Covid-19 do Congresso Nacional confirmou a audiência pública com os diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Butantan para esta sexta-feira (13) às 9h30. O presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, e o diretor do Butantan, Dimas Covas, foram chamados para falar sobre a suspensão dos testes.