Tribuna do Leitor

Crise social e perspectivas pós-pandêmicas no Brasil

Taís Melero e Taynara Zulato, graduandas em História
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A pandemia do novo coronavírus é um marco sem precedentes na história recente. Vírus reportado no final de dezembro de 2019 pelo governo chinês, o coronavírus provoca a Covid-19, doença respiratória altamente infecciosa que já atingiu e vitimou milhões de pessoas em escala global.

Segundo a historiadora brasileira Lília Schwarcz, a pandemia assinala o fim do século XX, exibindo os limites do desenvolvimento tecnológico concebido nas últimas décadas.

Analisando o Brasil, a autora argumenta que o país vive um período de negacionismo, no qual a existência da pandemia é negada, assim como a própria história e a ciência. A especificidade da atual pandemia fez com que medidas de isolamento social fossem adotadas mundialmente, juntamente com a paralisação de diversas atividades laborais. Apesar de ser cedo para abarcar os impactos da crise do novo coronavírus no Brasil, o professor e sociólogo Paulo Silvino Ribeiro aponta para um cenário pós-pandêmico caracterizado pela alta de subemprego, recessão econômica e transtornos mentais.

O mundo pós-pandemia apresenta algumas perspectivas para a sociedade brasileira, com destaque para a precarização do trabalho, o incremento do subemprego e o consequente aumento da desigualdade social. Decorrentes dos períodos de isolamento físico, os problemas de saúde mental também serão sentidos em curto, médio e longo prazos, conjugados com a sensação de incerteza e desamparo.

Como expõe o historiador israelense Yuval Noah Harari: "O verdadeiro antídoto para as epidemias não é a segregação, mas a cooperação".

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