Economia & Negócios

Dificuldade com estoque preocupa segmento de vestuário em Bauru

Larissa Bastos
| Tempo de leitura: 2 min

Em Bauru, empresários do setor de vestuário estão com problemas para repor os produtos e oferecer variedade aos clientes. Eles dizem que as vendas estão crescendo desde a flexibilização do isolamento social, porém, os fornecedores não estão conseguindo atender a demanda, pois falta matéria-prima para a confecção de roupas. Com isso, os lojistas têm poucas opções disponíveis nas prateleiras. A situação preocupa ainda mais ao levar em consideração a aproximação do período natalino, em que as vendas tendem a aumentar.

Proprietário há 42 anos de uma loja de roupas, Aldemiro José Alves conta que, nem mesmo no período da hiperinflação, entre 1980 e 1994, houve carência de produtos nesta proporção. "Falta pouco para o Natal e não recebi muitos dos itens que comprei para atender meus clientes no final do ano", explica, pontuando que a expectativa é de crescimento nas vendas neste período.

Por isso, o empresário aconselha o consumidor a não deixar para depois a compra dos produtos que encontrar nas lojas. "Trabalhamos com o estoque baixo durante toda a pandemia, porque as pessoas estavam em casa. Agora que a procura está aumentando, temos poucas opções para vender", lamenta o empresário.

Diante deste cenário, os lojistas tiveram de encontrar alternativas para continuar vendendo. Sônia Lucia Pastrello, gerente de uma loja de roupas infantis há 5 anos, relata que as camisetas básicas são as mais difíceis de encontrar. "Quando os clientes pedem por peças básicas, temos de oferecer outras opções. As camisetas brancas são as que mais faltam", afirma. "Estamos tendo problema até com a transportadora, o que não tinha ocorrido antes".

EMBALAGENS

Além do problema com o fornecimento de roupas, Sônia Pastrello complementa que há, também, uma apreensão em relação às embalagens. "Recebemos um aviso da sede da franquia para que fizéssemos, com antecedência, um estoque das embalagens para presentes e de sacolas, porque, em dezembro, tudo vai estar em falta", alega.

A preocupação é compartilhada por Aldemiro Alves. Ele diz que alguns de seus fornecedores não conseguem atender aos pedidos pela falta de matérias-primas, como plástico ou linhas. Até mesmo caixas de papelão estão escassas.

"A empresa que me fornece meias e cuecas diz que não consegue entregar o pedido porque não tinha material para produzir aqueles cabides que vêm nas meias, por exemplo", conclui Aldemiro.

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