De inspiração asiática, o arroz frito da coluna de hoje fica pronto em cerca de meia hora -considerando-se que os grãos já estarão cozidos ao início do preparo- e não precisa de acompanhamento para caracterizar uma refeição completa.
A receita leva ovo e cogumelos e agrada aos vegetarianos. No entanto, a base serve para outras combinações, como brócolis com carne, frango com pimentão ou camarão com ervilhas, por exemplo.
A rapidez do preparo é comum a pratos orientais preparados em wok, a panela côncava que permite cozimento rapidíssimo, pois ela chega a altas temperaturas.
Como conta Bee Wilson no interessantíssimo livro "Pense no Garfo! Uma História da Cozinha e de Como Comemos" (editora Zahar), a wok, ao lado da faca dao - que normalmente chamamos de cutelo e pode, a depender da habilidade de quem a manuseia, cortar tudo em pequeníssimos pedaços em curto espaço de tempo-, permitia aproveitar ao máximo o combustível escasso na China Antiga. "O máximo de sabor, com o mínimo de energia."
Nosso objetivo é resgatar essa ideia e contribuir para diminuir o desperdício de alimentos na cozinha. Assim, nesta receita usa-se o arroz (para melhorar o aproveitamento, antes de começar desfaça os grãos grudados que se formam) de ontem e os talos do cogumelo para dar sabor. E, basicamente, o que você quiser e tiver na geladeira.
Uma boa dica de finalização, além da imprescindível cebolinha, é usar óleo de gergelim e amendoim torrado. Outro ponto em que é necessário ter atenção: a quantidade de molho de soja leva em conta que o arroz usado foi temperado com algum sal. Na dúvida ou receio de salgar demais, vá adicionando aos poucos.
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