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Morre Doca Street, assassino de Ângela Diniz, aos 86 anos


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Raul Fernando do Amaral Street, o Doca Street, morreu nesta sexta-feira (18), aos 86 anos. Ele ficou nacionalmente conhecido após ter assassinado a socialite Ângela Diniz com quatro tiros no rosto em dezembro de 1976.

A informação da morte de Doca Street foi confirmada por um familiar, que preferiu não se identificar. Ele não estava doente e sofreu uma parada cardíaca.

O assassinato de Ângela Diniz foi um marco no movimento feminista do Brasil, que começava a tomar corpo.

Muitas mulheres ficaram inconformadas com o tratamento dado à vítima, que teve sua vida devassada pela defesa de Doca Street.

A tese da "legítima defesa da honra" foi usada para justificar o crime. Se fosse hoje, seria um feminicídio.

HISTÓRIA

O crime passional ganhou repercussão no Brasil. Doca havia abandonado a mulher e os dois filhos para morar com Ângela, socialite nascida em Belo Horizonte em 1944. Mas o relacionamento foi marcado por ciúmes, brigas e violência. Na época do assassinato, eles haviam se refugiado na Praia dos Ossos, em Búzios, para escapar da mídia.

Doca e Ângela tiveram uma discussão em 30 de dezembro de 1976, e o ex-playboy saiu de casa. Quando voltou, matou a namorada usando uma pistola.

Depois dos disparos, ele fugiu, permanecendo semanas foragido. Mas depois se entregou à Justiça.

No julgamento, em 1979, ele foi defendido pelo advogado Evandro Lins e Silva. No processo, alegou que havia sido vítima de Ângela Diniz e que agira em legítima defesa.

Foi condenado, por cinco votos a dois, a 18 meses de prisão pelo crime, mais seis meses por ter fugido da Justiça. Por já ter cumprido sete meses (um terço da pena), Doca foi liberado e pôde sair livre do tribunal.

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