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Para manter crença de Noel nos filhos, pais vão às compras de última hora

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

A enorme caixa deixava evidente o presente que Pietro, de 7 anos, iria ganhar de Natal: um patinete do Homem-Aranha. Por conta do tamanho do presente, os pais dele, o operador de caixa Diego Alan da Silva, 32 anos, e a oficial de cozinha Daniele Cristina Rufino, 36 anos, precisaram ir às compras na véspera, para manter a magia da data.

"Em casa, não teria lugar para esconder. Então, compramos agora e vamos deixar no porta-malas até o Pietro ir dormir. De madrugada, Papai Noel - no caso, a gente - vai deixar o presente que ele pediu embaixo da árvore de Natal", revela Diego.

Assim como o casal, centenas de consumidores deixaram para escolher presentes na última hora em Bauru. Na manhã desta quinta-feira (24), o movimento não era tão intenso, o que permitiu que as famílias fizessem compras com segurança em meio à pandemia.

Daniele, grávida de nove meses, e Diego ainda levaram para casa o presente da filha mais velha, Isabelle, 10 anos, que pediu uma roupa do grupo musical Now United. "Eles deixaram cartinhas na árvore. A gente alimenta muito esta magia, que deixará uma lembrança boa de infância para eles, quando crescerem", completa a oficial de cozinha.

CORRERIA

Já a técnica de enfermagem Lúcia dos Santos, 60 anos, conta que precisou sair às compras "aos 45 minutos do segundo tempo" por total falta de tempo, em meio aos compromissos de trabalho e às demandas do dia a dia. No Calçadão da Batista de Carvalho, escolheu dois pares de sapato para a filha e ainda procurava mimos para as duas netas.

"Aproveitei o dia de folga para isso. Vim cedo para não pegar o sol tão quente e também para evitar muito movimento nas lojas. Mesmo na correria, não dá para não comprar os presentes de Natal", observa.

Lúcia revela que sempre deixou para ir às compras na última hora, diferentemente da empresária Maria Elídia Carvalho, 65 anos, que todo ano busca antecipar a lista de presentes para evitar correrias e imprevistos. Porém, neste ano, ela esqueceu de escolher o mimo para o irmão e foi até o Bauru Shopping, onde comprou um par de sapatos.

"Antes, já tinha providenciado o presente dos netos, dos filhos, das noras. É tradição do brasileiro deixar para última hora, mas eu prefiro me adiantar. Comprando antes, você consegue ter mais opções de produtos, além de ter mais tranquilidade", pontua.

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