A ânsia de sair de um ano tão difícil quanto 2020 é tamanha que muitos sentem vontade de, mesmo com as limitações causadas pela pandemia do novo coronavírus, soltar fogos de artifício e se esbaldar diante de uma mesa farta - até dando uma guloseima ou outra para os pets. Tais atitudes, contudo, lideram o ranking de acidentes com os animais de estimação nos finais de ano e, por isso, os proprietários devem ficar atentos durante as festas.
Quem faz o alerta é a médica veterinária do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), em Bauru, Valéria Medina Camprigher. De acordo com ela, os pets não podem ingerir determinados alimentos, como caroço de maçã e chocolate.
Se o fizerem, eles correm o risco de apresentar uma intoxicação alimentar. "Existem, ainda, as disfunções intestinais provocadas pela ingestão de carnes natalinas, afinal, muitos animais estão acostumados a comer somente ração", explica.
Logo, os seus proprietários não devem dar esses produtos aos pets e precisam ficar com os olhos bem abertos para evitar que eles subam nas mesas ou bancadas para pegar comida. Outra dica é se atentar aos alimentos que caem no chão, facilitando o acesso dos mesmos.
Ainda segundo Valéria, os fogos de artifício são os causadores dos acidentes mais graves envolvendo os bichinhos. "Na gana de fugir do barulho, eles entram em qualquer buraco e se cortam. Alguns até conseguem escapar de casa e acabam atropelados", relata.
Por isso, a veterinária diz para evitar os rojões barulhentos. Caso os vizinhos não respeitem o conselho, o indicado é nunca deixar os cães sozinhos nestes momentos. "Os fogos de artifício não só prejudicam os animais, como as pessoas acamadas e com alguma deficiência", reforça.
DECORAÇÃO NATALINA
Há, também, acidentes provocados pela decoração natalina, que, muitas vezes, se estende até o começo de janeiro. "Os gatos, principalmente, se sentem atraídos pelos enfeites das árvores e, se forem de vidro, podem se cortar ou ingerir os seus fragmentos", observa.
Portanto, os proprietários devem evitar este tipo de material, além dos pisca-piscas. Isso porque os pets correm o risco de levar choque, se queimar ou até se enforcar.