Bruxelas - Depois de Estados Unidos, Reino Unido e outras nações darem início à vacinação contra a Covid-19, é a vez de a União Europeia (EU) imunizar sua população. A expectativa é de que as primeiras doses sejam aplicadas a partir deste domingo (27) para um público bem específico: idosos e profissionais de saúde.
A Agência Europeia de Medicamentos mudou o calendário e validou, uma semana antes do previsto, a aplicação da vacina da Pfizer-BioNTech. A Comissão Europeia também deu seu aval e, depois, as agências reguladoras de cada país-membro. O anúncio de que o bloco começará junto essa nova fase foi feito pela presidente da UE, Ursula von der Leyen. O estoque de doses concentrado em Bruxelas e foi distribuído neste sábado aos países, de acordo com o tamanho de suas respectivas populações.
A vacina se anuncia num momento crucial. Várias nações anunciaram um novo lockdown às vésperas do Natal. Em alguns deles, as pessoas acabavam de ganhar novamente o direito de sair de casa depois do segundo confinamento. Se o início será em bloco, já que a UE discutiu junto e buscou certa uniformidade para definir grupos prioritários, as estratégias podem variar de um país a outro no que concerne, sobretudo, a estrutura, datas e responsáveis pela administração das vacinas.
A base é a mesma: os primeiros a receber serão os idosos residentes em casas de repouso, além dos profissionais que trabalham nesses locais.
ALEMANHA
Na Alemanha, a estrutura está pronta para as primeiras doses, tendo sido montados pontos de vacinação com diversas cabines em parques de exposição e centros de cultura país afora.
ESPANHA
A Espanha anunciou que também começará a vacinar neste domingo (27/12), prevendo três etapas para três grupos: a primeira até março, a segunda até junho e, a partir de então, o restante da população.
FRANÇA
Na França, o plano também tem três fases e o governo já avisou que a população em geral não será vacinada antes do próximo verão europeu, no segundo semestre. As primeiras doses para os residentes das chamadas Ehpad (estabelecimentos que abrigam idosos dependentes) somam 1 milhão, segundo detalhou o primeiro-ministro, Jean Castex. Mas, embora asseguradas, elas chegarão em conta-gotas.
Apesar de ter 67 milhões de habitantes, no total, a França encomendou 200 milhões de doses de vacina, garantindo a cobertura para a população, já que, na corrida pela vacina, a entrega também é por ordem de chegada, e quem demorou a encomendar foi, certamente, para o fim da fila.
INGLATERRA
A expectativa da vacina, agora para a população em geral (para os profissionais de saúde e idosos já foram disponibilizadas) se mistura a um cenário controverso da doença. Com hospitais saturados pela segunda onda, já se acredita que uma terceira - talvez não mais letal, mas já dada certamente como mais contagiosa - começa a ganhar terreno, ao mesmo tempo em que mutações são descobertas na Inglaterra.
SUÉCIA E VIZINHOS
A Suécia, que desde o início apostou na imunidade coletiva, recomendou, pela primeira vez, o uso de máscaras. A Irlanda anunciou na terça-feira (22) reconfinamento total. A Áustria decretou seu terceiro confinamento 11 dias depois de encerrar o segundo: escolas e comércio fecham as portas por pelo menos três semanas, a partir deste sábado (26/12).
ITÁLIA
O comércio está fechado em todo o país até o dia 31. No Natal, foi autorizado o encontro de famílias, desde que elas morassem na mesma cidade. Nesse período natalino, as cidades foram colocadas em zona vermelha e deslocamentos entre uma e outra só serão novamente permitidos a partir de deste domingo (27/12). Sair de uma região para outra do país continua proibido.