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Negócios em 2021: o que vem por aí

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Comércio eletrônico, delivery por aplicativos, PIX, meios de pagamento online, crédito em fintechs. Se 2020 foi um ano marcado pela tecnologia, o empreendedorismo que soube se adaptar e se digitalizar minimizou os estragos econômicos trazidos pela pandemia. Para 2021, o caminho não tem volta. A oportunidade é a de aprender a empreender de um novo jeito, no caso de negócios mais tradicionais, e de seguir apostando alto no comércio eletrônico e no marketing digital no caso de quem já iniciou essa trilha. Confira alguns processos que estarão em alta neste ano.

* Digitalização

O professor de empreendedorismo e inovação do Insper Marcelo Nakagawa acredita que a digitalização continua sendo a palavra de ordem para os empreendedores. Para fugir das comissões cobradas pelos aplicativos, o especialista ressalta que será importante criar uma estratégia digital de relacionamento direto com os clientes. Nakagawa ainda diz que é obrigatório ter presença no Google, especialmente no Google Maps, com informações sobre a empresa: formas de contatos, fotos e interação com os clientes que postam comentários.

* Apoio aos tradicionais

Alessandra Andrade, coordenadora do hub de inovação da Faap, diz que "ensinar a empreender" será um dos principais pontos de 2021, com apelo maior para o empreendedor tradicional, que "vai precisar de apoio". Ela também ressalta a importância de associações, entidades e organizações de classe para o ecossistema. "Ter proximidade com entidades de classe é importante para desenvolver o empreendedorismo em qualquer lugar."

* E as startups?

Professor da FGV EAESP, Gilberto Sarfati acredita que o ambiente de digitalização generalizada deve contribuir para o investimento em startups. Marcelo Nakagawa aposta que a novidade em 2021 será a esperada aprovação do Marco Legal das Startups, que deverá facilitar a relação entre startups e entidades governamentais.

* Comércio eletrônico

De acordo com o Ebit Nielsen, as vendas do e-commerce devem crescer 26%, atingindo um faturamento de R$ 110 bilhões. A entidade acredita que o desempenho será impulsionado pelo crescimento do número de consumidores, pela consolidação de e-commerces locais, pelo fortalecimento dos marketplaces e pela maturidade logística do setor.

*Coworkings

Para Alessandra Andrade como muitos empreendedores descontinuaram pequenos escritórios para reduzir gastos na pandemia, os espaços de coworking devem ganhar relevância para abrigar esses donos de negócios. Ela ressalta que o ambiente colaborativo dos espaços também fortalece a jornada dos negócios que o habitam.

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