Tribuna do Leitor

Jornalismo esportivo

Paulo Neves
| Tempo de leitura: 1 min

Em 4 de janeiro, assisti Sesc-Rio x Sesi Bauru. Grande jogo e grande vitória do Sesi Bauru, mesmo a comentarista e o narrador do Sportv não querendo. Fizeram o possível e o impossível para diminuir a vitória do Sesi, mas não conseguiram. Dessa vez, Bernardinho perdeu...

Antes de continuar, os parabéns à diretoria do Sesi, técnico, comissão técnica e jogadoras. E vamos ao que interessa: jornalismo esportivo na televisão, em especial.

Joseph Pulitzer escreveu: "Seja breve para que eles leiam, claro para que eles gostem, original para que eles não esqueçam e, acima de tudo, preciso para que sejam guiados pela sua luz". Tenho observado que os críticos esportivos observam o noticiário esportivo como um espaço destinado a superficialidade, conduzido por um grupo de "especialistas" que perdem tempo com informações banais como: "Foi campeã do Mundial de 2014" (volei), "Foi craque da rodada em 2010" (futebol), "O time jogou 620 horas em 10 dias..." (futebol).

Eles não discutem os problemas do esporte com o mesmo engajamento do acesso à educação (lamentáveis as respostas dos "protagonistas", homens ou mulheres, em programas de perguntas e respostas), saúde, segurança e o monopólio dos meios de comunicação, principalmente Sportv.

Os comentaristas, cronistas,narradores, analistas se esqueceram da retransmissão da análise em favor do achismo. Aprendi muito em 12 anos de JC (não tinha universidade, o registro vinha direto de Brasília, do Ministério do Trabalho, meu número a vida inteira foi 10.326, comecei na primeira edição). O lema era vencer e convencer com talento, ética, pela integridade, pela seriedade, e não ficar distraído com outros afazeres, como os comes e bebes e bate-papos e não o pensar na notícia, que é a grande ferramenta de transformação do esporte. Menos release e mais notícia real e com qualidade e verdadeira.

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