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O Santos terá o capitão Alison à disposição para enfrentar o Palmeiras neste sábado (30), às 17h, no Maracanã, pela final da Libertadores. O jogador foi diagnosticado com Covid-19 no dia 15 de janeiro e cumpriu a quarentena de dez dias. O teste PCR dessa semana, porém, manteve o positivo. É mais um exemplo de como a "cicatriz" do vírus pode demorar a sair do organismo, mesmo que ele não seja mais transmitido e nem cause sintomas.

Por protocolo, o Santos avisou a Conmebol sobre o resultado, apresentou o exame do dia 15 e explicou sobre ele ter ficado isolado pelo tempo previsto. E recebeu o "ok" da confederação. Dessa forma, a única dúvida no Alvinegro é no gol: John ou João Paulo. O técnico Cuca ainda não conversou com os goleiros sobre quem será o titular, mas John é o mais cotado.

A provável escalação do Santos em busca do inédito tetracampeonato é: John (João Paulo), Pará, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Felipe Jonatan; Alison, Diego Pituca, Lucas Braga e Marinho; Soteldo e Kaio Jorge.

MARINHO

Em entrevista ao site oficial da Fifa, Marinho foi questionado sobre qual jogador gostaria de tirar do adversário na final da Libertadores. E escolheu o goleiro. "Eles têm vários jogadores de qualidade, mas Weverton. Ele está em uma forma incrível. Ele é um goleiro incrível", disse.

Os elogios de Marinho, porém, não se restringiram a Weverton. O atacante lembrou que o adversário vem conquistando títulos e disputando jogos decisivos ao longo das últimas temporadas. E destacou que o Palmeiras possui um elenco forte, fruto de investimentos realizados pelos seus gestores.

"Eles são uma ótima equipe. Eles têm disputado títulos há alguns anos. Eles são poderosos financeiramente. Temos muito respeito por esse time do Palmeiras. São duas grandes equipes na final, ambas podem vencer esta competição. É um clássico. É ótimo para os torcedores dos clubes, para os torcedores neutros, e será uma grande final", afirmou.

Aos 30 anos, Marinho parece viver o auge da sua carreira, tanto que soma 23 gols marcados em 39 jogos disputados na temporada. Após oscilar em outros clubes, ele avalia que o amadurecimento e o carinho recebido no Santos explicam a sua grande fase.

"Acho que amadureci muito. Quando cheguei ao Santos, o apoio que senti da torcida, de todos que trabalham no Santos me deu muita confiança para ir e dar o meu melhor. É verdade que já passei por muitos momentos difíceis na minha carreira, mas trabalhei muito e, graças a Deus, estou curtindo um grande momento", disse

Ele ainda assegurou que gosta do apelido "Di Marinho", uma referência ao atacante argentino Di María, hoje no Paris Saint-Germain. "Eu realmente gosto disso. Foi um apelido que veio da torcida do Vitória, quando estive lá em 2016, porque tínhamos, mais ou menos, estilos de jogo parecidos. É um apelido muito carinhoso. Ele é um jogador incrível, um vencedor, joga por um grande time europeu. Tenho muita admiração pela Di María, então o apelido é muito legal", disse.

Outro jogador do Paris Saint-Germain que Marinho admira é Neymar O atacante brasileiro iniciou a sua carreira no Santos, venceu a Libertadores de 2011 e tem acompanhado a campanha do clube e incentivado o elenco, algo destacado por Marinho.

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