Uriel de Almeida, responsável pelo acervo histórico do Albergue Noturno, conta que, antes de ser mantido pelo Ceac, o serviço funcionava no cruzamento da rua Marcondes Salgado com a Rio Branco, no Centro, e era tocado pelo Lar dos Desamparados.
Porém, em 1948, uma chuva destruiu a estrutura do prédio e, com isso, o Ceac assumiu o serviço e o reinaugurou em 25 de fevereiro de 1951, desta vez, na quadra 8 da rua Sete de Setembro, também na região central, local onde o centro espírita funciona até hoje.
Antigamente, o serviço visava abrigar viajantes que passavam pela cidade, por conta da Estação Ferroviária, e não tinham onde ficar. Porém, com a extinção dos trens de passageiros e aumento de pessoas em situação de vulnerabilidade, com o tempo, a casa de passagem passou a atender esse público. Em 1974, o albergue deixou de ser apenas noturno e passou a funcionar 24 horas por dia, nos sete dias da semana. E, em 2011, mudou para as proximidades do Terminal Rodoviário, na rua Inconfidência, 7-18, na Vila Vergueiro.
"O Albergue pertence à sociedade bauruense. Em cada ano específico dessas sete décadas, ele contribuiu de uma forma diferente para Bauru. Hoje, nossa principal missão é ressocializar as pessoas que atendemos. Para isso, o trabalho voluntário na casa e dos funcionários é muito importante, além do respaldo da prefeitura, dos governo estadual e federal, e do Ceac", complementa o coordenador e voluntário do Albergue Noturno, Fabiano Pavan Levorato.