Tribuna do Leitor

Inundação da avenida Nações Unidas

Shigueko Sakai
| Tempo de leitura: 2 min

Concordo com o leitor Luiz Bessi (JC pág. 2 - 21/02/2021): "Abrir o meio daquela avenida (Nações Unidas) como é a Nuno e deixar o córrego a céu aberto e canalizado".

Ao tempo da construção da avenida Nações Unidas nas décadas de 1960 a 1970, no entorno dessa avenida ainda prevalecia "matagal" com poucas construções e terras sem pavimentação que se arrastou até início de 1990.

Imagine soterrar o córrego (Ribeirão das Flores) substituído por tubulação de nada menos que 0,75m de diâmetro, insuficiente para atender a demanda de águas das enxurradas de 90 a 100mm em uma hora na atual situação, toda urbanizada e pavimentada.

Sem contar com tudo quanto são lixos e utensílios domésticos somados às terras que se desprendem e rolam juntos até a parte mais baixa. Isto é, na pequena tubulação que recebe as águas pluviais da extensa área urbana e pavimentada. Limpeza do canal, como sugere Assenag, é alívio momentâneo e perda de dinheiro público.

Substituir tubulação por tubulação também é desperdício de tempo e dinheiro público. Ideal: construção de córrego em concreto a céu aberto tal qual a avenida Nuno de Assis com profundidade e largura o suficiente para máquina adentrar para manutenção, isto é, retirar os dejetos e terras assoreadas, sem arbóreas nas laterais. As terras de Bauru são tipicamente arenosas.

A construção de bacias de contenção, piscinões e barragens em concreto, conforme o projeto em análise, é um bom início. E, para futuro próximo, com alargamento de todos os córregos com a construção de muros de arrimo em concreto e eliminar o capinzal entorno para evitar proliferação de mosquitos da Dengue é o mínimo necessário para uma Bauru mais urbanizado.

Os engenheiros civis são profissionais capacitados para quantificar o metro cúbico por segundo de águas das enxurradas de toda a área urbana direcionadas para a baixada, mais precisamente nessa crítica avenida Nações Unidas.

Partindo dos cálculos matemáticos, com certeza é possível saber a dimensão da construção do córrego a restabelecer, necessário para eliminar inundação a cada enxurrada das chuvas de verão.

Sensato, os representantes do povo, vereadores de Bauru e deputados federais por Bauru se unirem com a atual prefeita, Suéllen Rosim, em busca de verba junto à União, especificamente para o fim de melhoria na cidade contra a inundação. É a vida e a condição humana dos bauruenses que estão em jogo. Dinheiro, tem sim.

 

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