Após a volta às aulas nas redes particular e estadual, chegou a vez de o município também retornar à rotina de aulas presenciais. Nesta segunda-feira (1), aproximadamente 15 mil alunos devem voltar a frequentar, em grupos e esquema de rodízio, as cerca de 90 escolas municipais da cidade, sendo 65 apenas da educação Infantil. A Secretaria Municipal de Educação afirma que todas as unidades estão equipadas e prontas para o retorno, seguindo os protocolos de biossegurança, com exceção três escolas que levarão de uma semana a um mês para serem adaptadas.
Alvo de críticas nos últimos dias, o atraso das face shields, que eram os últimos itens que faltavam chegar para serem entregues aos professores e demais membros da equipe escolar, foi resolvido na última sexta (26), segundo a secretária da pasta, Maria do Carmo Kobayashi.
Ela explica que houve problema envolvendo a inserção de logomarca da prefeitura no equipamento, mas que, após a chegada, as próprias diretoras se prontificaram a buscar os produtos na secretaria para garantir o retorno com a presença dos dispositivos.
O RETORNO
A retomada das aulas nas 65 unidades de ensino Infantil, 16 de ensino Fundamental e nove de ensino de Jovens e Adultos seguirá diretrizes e orientações que foram repassadas em reuniões aos professores e equipe escolar, que iniciaram o ano letivo em 9 de fevereiro. As famílias de alunos também foram chamadas para reuniões escalonadas para entenderem o retorno.
Segundo Kobayashi, 35% dos pais sinalizaram que manterão os filhos em ensino remoto, já que o retorno presencial é facultativo. Do total de 23 mil estudantes da rede municipal, então, até 65% devem retornar, conforme prevê a Educação.
As turmas serão divididas em grupos com até 25% da capacidade por sala de aula. Eles frequentarão as aulas presenciais em sistema de rodízio ao longo da semana. Cada aluno contará com duas máscaras de tecido entregues pela prefeitura, que devem ser trocadas durante o período. Distanciamento e higienizarão de mãos com álcool gel nos totens também serão cobradas pela equipe escolar.
"Tornamos a volta ainda mais restrita que o Plano São Paulo, que prevê retorno com 35% de capacidade, para que haja mais segurança. O possibilitará maior atenção da equipe escolar aos estudantes", pontua a secretária. "Claro que, nenhum ambiente é 100% garantia de não contaminação, inclusive a escola", ressalva Kobayashi.
ORIENTAÇÃO
A pasta alerta ainda para a importância de comprometerem dos pais com protocolos de biossegurança.
"É preciso que as famílias ajam com verdade, ética e empatia pelo próximo. No sentido de que, se seu filho não está bem, teve febre ou algum sintoma diferente, não o envie para a escola, porque pode afetar as demais pessoas", alerta Kobayashi.
NÃO VOLTAM
Das 90 escolas municipais vistoriadas, três não estão liberadas para o retorno e os alunos devem seguir com as aulas remotas. A Emef Dirce Boemer Guedes de Azevedo, no Parque Bauru, está em reforma. Outro espaço próximo deve ser alugado, o que deve levar um mês, pelo menos.
Já a Emef Maria Chaparro Costa, no Parque Santa Edwirges, e a Emef Cônego Aníbal Difrância, no Parque São Geraldo, passam por reparos na fiação, o que deve levar mais uma semana até a liberação.