Economia & Negócios

Em janeiro, 260 mil vagas abertas no mercado de trabalho brasileiro

FolhaPress
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Brasília - O mercado de trabalho brasileiro registrou abertura líquida (contratações menos desligamentos) de 260,3 mil vagas em janeiro. O dado ficou acima do total do ano passado, quando o saldo líquido foi de 117,7 mil (com ajustes), e representa o melhor resultado da série histórica. Essa era a notícia positiva que o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que tinha para dar a semana passada. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (16) . O número abrange apenas contratos regidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

O saldo de janeiro é resultado de 1,5 milhão de admissões e 1,2 milhão de desligamentos.

De acordo com a pasta, o resultado é o melhor na série iniciada em 1992. Desde o ano passado, no entanto, o Caged tem diferenças metodológicas. Desligamentos não informados pelas empresas acabam sendo corrigidas por outros dados, como os de seguro-desemprego.

No mês de janeiro de 2021, todos os setores apresentaram saldo positivo. O setor da indústria foi o principal destaque, com a geração de 90,4 mil novos postos de trabalho formais.

GUEDES

O ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou nesta terça-feira (16) que a interferência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Petrobras gerou um "custo econômico pesado" e que o problema criado com a estatal ainda "é uma questão em aberto".

"O que dissemos ao presidente é que isso tem um custo econômico pesado. Se o objetivo era baixar o preço do combustível, o que aconteceu foi que os mercados começaram a subir o câmbio, a Petrobras perdeu valor", disse o ministro em entrevista à CNN Brasil.

"E o presidente mesmo falou que quer fazer isso organizadamente. Vamos ver como o novo presidente da Petrobras vai enfrentar esse problema aí na frente", afirmou.

O ministro disse ser natural que o político se preocupe com a base eleitoral formada pelos caminhoneiros. Segundo ele, os governos Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) interferiram na governança da Petrobras.

Nos dias seguintes à interferência, indicadores do país se deterioraram e o valor de marcado da Petrobras chegou a cair R$ 100 bilhões.

REAÇÕES

Na entrevista, Guedes foi questionado se o mercado estava exagerando na reação diante das mudanças na Petrobras ou da anulação das sentenças condenatórias do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nesses episódios, a Bolsa inicialmente desabou, enquanto juros e câmbio subiram, todos sinais de forte deterioração da percepção sobre o Brasil.

"Esse simbolismo (dos mercados)... Os mercados somos nós", afirmou Guedes

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