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O Santos pretende reduzir em R$ 2,3 milhões a folha salarial do departamento de futebol e de todo o seu setor administrativo. Isso é o que diz uma ata divulgada pelo clube em seu portal de transparência. A redução de gastos está nos planos do Comitê de Gestão, que luta para aliviar os cofres do time da Vila Belmiro neste momento. O time tem dívidas e atualmente gasta cerca de R$ 8 milhões por mês com salários. Todos os setores sofrerão cortes.

Nesse contexto, o presidente Andres Rueda coloca no papel as despesas que podem ser cortadas imediatamente. Nisso está incluída a contenção de gastos com viagens nos jogos como visitante, cortes nas premiações por vitória - o famoso "bicho" - e até mesmo nas autorizações para funcionários usarem o refeitório dos atletas no CT. Segundo o clube, "serão criadas regras mais rígidas quanto a estes gastos".

As iniciativas apresentadas pelo Comitê de Gestão do Santos visam equilibrar receitas e despesas em um curto espaço de tempo para que o clube possa apresentar uma nova versão do orçamento de 2021 ao Conselho Deliberativo. O clube tem pressa para atingir a meta de R$ 2,3 milhões a menos e, assim, quitar a maior parte de seus débitos.

O maior problema do Santos, aliás, é a dívida que impede o futebol de mudar. O time da Vila Belmiro está proibido pela Fifa de registrar novos atletas. Ou seja, não pode se reforçar com jogadores mais em conta. Isso em decorrência de um débito com o Huachipato, clube do Chile, pela negociação do meia venezuelano Soteldo. A equipe alvinegra deve cerca de US$ 3,5 milhões, o equivalente a R$ 19 milhões.

Na terça-feira (23), um primeiro passo para que o processo de redução seja iniciado foi dado. A direção do Santos anunciou o empréstimo do atacante Arthur Gomes ao Atlético-GO até o fim do ano. De acordo com o clube, o time goiano vai bancar 100% do salário do atleta, que não foi revelado. Esse procedimento vai continuar.

LOCAL DE MANDO

O Santos busca opções no Brasil para não precisar enfrentar o San Lorenzo, pela Pré-Libertadores, no Paraguai, onde fica a sede da Conmebol. O clube jogará contra o time argentino no Estádio El Nuevo Gasómetro, em Buenos Aires, no dia 6 de abril, e ainda não sabe como será a partida de volta, em 13/4, diante do aumento de casos de Covid-19 no Brasil.

Por protocolo, a Conmebol precisa definir o mando 15 dias antes. O prazo combinado para essa decisão é segunda-feira (29). Como a fase emergencial no Estado de São Paulo pode ser prorrogada, é improvável que o Alvinegro obtenha liberação para jogar na Vila Belmiro ou na Capital a tempo. E as restrições na Baixada Santista para a prática esportiva valem até 4 de abril.

Diante desse cenário, o Santos pensa em alternativas. Uma delas é a Ressacada, estádio do Avaí em Florianópolis (SC). O clube já conversou com Marco Aurélio Cunha, executivo de futebol do Leão da Ilha. O problema é que o Alvinegro teme situação semelhante ao Campeonato Paulista, com vetos municipais ou estaduais em cima da hora. Hoje, o Santos poderia pleitear o jogo em Santa Catarina. Mas não se sabe o que pode mudar até 13 de abril.

O Santos tenta evitar a decisão no Paraguai, porém admite a dificuldade de atuar no Brasil. O Alvinegro buscará até a última hora que o confronto decisivo pela fase de grupos da Libertadores não seja no Exterior.

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