Regional

Live de missa é interrompida em Duartina, após fiscalização de prefeitura chegar

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Duartina - Uma igreja em Duartina (38 quilômetros de Bauru) interrompeu a live da missa de Vigília Pascal que realizava, na noite do último sábado (3), após a chegada da fiscalização sanitária da prefeitura no local. O vídeo com o momento da paralisação da cerimônia pode ser acessado na página da própria paróquia Santa Luzia. Os fiéis ficaram sem entender e reclamaram da interrupção.

A missa estava com 35 minutos de duração quando o padre foi comunicado por alguém sobre problemas e, na sequência, informou o encerramento da missa e pediu desculpas aos internautas.

"Bom gente, vamos terminar aqui. Aqui em Duartina a situação é que não pode haver nem live, então, terminaremos para evitar maiores complicações. Peço ao pessoal que está nos acompanhando que nos desculpe", disse o padre, segundos antes de encerrar o vídeo.

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Sobre o fato, prefeito da cidade, Aderaldo Pereira de Souza Júnior, informou que, em nenhum momento, os fiscais proibiram a realização da live, e que apenas solicitaram que os demais fiéis presentes na igreja, que não eram necessários para a gravação, se retirassem do local em cumprimento ao decreto municipal.

Publicado em 1 de abril deste ano, o decreto da prefeitura de Duartina, número 2381, proíbe a realização de missas e cultos presenciais em razão da pandemia.

Segundo o prefeito, a situação foi flagrada após denúncia. "A igreja já havia sido alertada na sexta. Novamente, no sábado, os fiscais chegaram na porta do local e constaram lá dentro cerca de 20 pessoas, inclusive crianças sem máscaras", pontua. "Nenhum fiscal proibiu em momento algum a continuação da celebração. Foi solicitado apenas que os demais fiéis, que não eram necessários para a live, se retirassem, porque o decreto não permite, mas o padre poderia continuar a celebração online", acrescenta o prefeito.

Na deste domingo (4), a paróquia Santa Luzia realizou nova live, desta vez da Santa Missa de Páscoa. A igreja usou suas redes sociais para informar aos fieis que a celebração ocorreria, pois estava amparada na nova decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e com autorização da diocese.

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