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4 milhões de doses de vacinas da Covax chegam no fim de semana

Agência Brasil
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Brasília - Cerca de 4 milhões de doses de vacinas contra a Covid do consórcio Covax Facility chegarão ao Brasil neste final de semana, informou nesta sexta-feira (30) o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

A previsão de entrega de novas doses do consórcio em maio já havia sido anunciada pela pasta, mas a data de entrega ainda não tinha sido confirmada.

Segundo o ministério, deste total, cerca de 220 mil doses chegam no sábado (1º ) e 3,8 milhões virão por meio de dois voos no domingo (2).

OXFORD

As doses serão da vacina AstraZeneca/Oxford e fazem parte do acordo firmado pelo Brasil junto ao consórcio vinculado à Organização Mundial de Saúde.

O volume total do acordo prevê 42,5 milhões de doses até o fim deste ano. Deste total, porém, só 1 milhão de doses havia sido entregue até o momento.

Também nesta sexta-feira o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez um apelo internacional para que governos que tenham doses extras de vacinas, liberem os imunizantes para acelerar a campanha de vacinação no Brasil.

A manifestação foi feita durante conferência de imprensa com a participação da cúpula da Organização Mundial da Saúde (OMS). Durante o evento, também foi feito um balanço da crise sanitária global.

"Reiteramos nosso apelo àqueles que possuem doses extras de vacinas para que possam compartilhá-las com o Brasil o quanto antes possível, de modo a nos permitir lograr avanços em nossa ampla campanha de vacinação, para conter a fase crítica da pandemia e evitar a proliferação de novas linhagens e variantes do vírus", disse o ministro.

CIÊNCIA

Ao fazer um balanço das ações do governo brasileiro durante a pandemia, Queiroga lembrou que há pouco mais de um mês, ao assumir o Ministério da Saúde, se comprometeu em acelerar a vacinação contra o novo coronavírus. Ele ressaltou ainda que o Brasil tem capacidade para vacinar 2,4 milhões de pessoas por dia, mas que a ampliação da vacinação tem esbarrado na falta de vacinas.

OMS

Durante o evento, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, afirmou que a atenção do mundo todo está voltada para a escalada da Covid-19 na Índia, mas que outros países estão vivendo transmissão intensa, como o Brasil, um dos mais afetados pela pandemia. A pandemia nos ensinou que nenhum país pode baixar a guarda", afirmou.

Para o diretor da OMS, o Brasil foi bem nas áreas da detecção precoce da doença, telemonitoramento de casos e distribuição de vacinas, com priorização de profissionais da saúde, indígenas e idosos.

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