Geral

Ativistas suspeitam que príncipe matou "o maior urso vivo da Europa"


| Tempo de leitura: 2 min

Tudo começou com a denúncia de que uma ursa estaria causando danos a algumas fazendas, e um príncipe de Liechtenstein, país localizado entre a Áustria e Suíça, recebeu autorização para atirar nela. Contudo, de acordo com ativistas, o animal baleado por Emanuel von und zu Liechtenstein era macho. Conhecido por Arthur, 17 anos, era "o maior urso vivo da UE", segundo a matéria produzida e veiculada pela BBC.

O ocorrido teria sido durante uma expedição de caça na Romênia em março, e Arthur provavelmente seria o maior urso vivo da União Europeia. O príncipe não quis dar um retorno à imprensa. Já o grupo Ambientalista Agent Green, disse não ter problemas com Emanuel. "Acreditamos que a associação de caça estava atendendo às necessidades dele", disse Gabriel Paun, membro do grupo.

O urso marrom é protegido por uma diretiva da União Europeia, sendo assim, desde 2016 caças por prazer ou por troféu (em inglês como "trophy hunting") são uma prática proibida na Romênia. Mas a caça para ursos "problemáticos" que causam danos é permitida. Desta forma, a guarda ambiental nacional da Romênia lançou uma investigação sobre a morte do urso semana passada, sob suspeitas de caça ilegal.

Segundo os ativistas, em informações à BBC, um fazendeiro local teria reclamado de três ursas e seus filhotes, mas a morte do urso, em março, não resolveu o problema. Para eles, o macho alfa mais velho teria sido morto intencionalmente visando seu valor de troféu de 598,9 (no universo de "trophy hunting", o máximo possível é 600 pontos), já que as fêmeas são muito menores do que Arthur.

Apesar de não haver confirmação de que uma licença de caça tenha sido dada ao príncipe, a Agent Green obteve acesso a um documento vazado que aparenta ser uma  licença das autoridades para uma associação de caçadores em Covasna cedendo à Emanuel dias de caça em março. Além disso, informa a matéria, o documento sustenta que  houve morte um urso no vilarejo de Ojdula, na Transilvânia.

A confirmação da existência de uma licença emitida para se livrar de um urso incômodo foi dada pelo ministro do Meio Ambiente, Tanczos Barna, entretanto, ele não deu detalhes de quem a teria recebido, se foi o príncipe ou não.

"Para obter uma derrogação [licença], você precisa provar que seguiu toda a diligência. A derrogação é a exceção e não a regra", disse Paun à BBC. "Uma vez que você extrai grandes ursos da população, você começa a desestabilizar a população, então ele teve um papel crucial." Com a perda de Arthur, há o risco de cruzamento entre diferentes espécies, aponta.

Comentários

Comentários