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Vai jogar


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Jogadores da Seleção Brasileira e comissão técnica decidiram que irão jogar a Copa América no Brasil, com início previsto para o próximo domingo (13). A possibilidade de boicote chegou a ser ventilada quando Rogério Caboclo ainda era o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). O dirigente foi afastado do cargo por 30 dias após ser acusado de assédio sexual e moral por sua secretária na entidade.

O grupo, no entanto, ainda divulgará um manifesto contrário à realização do evento no País devido ao recrudescimento da pandemia de Covid-19. A ideia inicial é publicar o texto após o jogo das Eliminatórias contra o Paraguai, nesta terça (8). Na semana passada, a divulgação de um manifesto dizendo que jogariam a Copa América sob protesto já era analisada, mas havia quem defendesse dentro do elenco um boicote à competição.

Desde o anúncio da Conmebol de que a Copa América seria disputada no Brasil, depois de ter sido rejeitada pela Argentina e a Colômbia, os jogadores se rebelaram. Na sexta (4), o capitão Casemiro afirmou que a posição do elenco e da comissão técnica sobre o evento era unânime e de conhecimento público, deixando subentendido que o grupo é contrário à realização do torneio.

"Não podemos falar do assunto. Todo mundo já sabe do nosso posicionamento. Mais claro impossível. O Tite deixou claro para todo mundo o que nós pensamos da Copa América. Existe respeito e hierarquias que respeitamos. Claro que queremos dar a nossa opinião, rolou muitas coisas", contou o jogador, em entrevista, ainda no gramado do Beira-Rio.

Na ocasião, ele disse que os jogadores e a comissão técnica tornariam pública a posição sobre o torneio nesta terça. Foi Tite quem deu apoio às decisões do elenco, mas pediu que só se posicionassem depois da partida contra o Paraguai.

Na noite daquela sexta, Caboclo teria ido ao vestiário e deixado a situação ainda mais complicada. O encontro piorou o cenário, pois Caboclo pediu que os jogadores não tivessem contato com a imprensa, o que foi interpretado como uma tentativa de controle. O apoio dos jogadores ao técnico Tite ficou claro durante a partida. Após o primeiro gol, marcado por Richarlison, todos os atletas correram em direção ao treinador. Na saída do vestiário, no final do jogo, todos desceram juntos.

Eram recados claros do fortalecimento do grupo. Mais cedo, o portal GE publicou que uma funcionária da CBF fez denúncias contra o cartola. Ela o acusa de assédio moral e sexual, e os relatos foram feitos à Comissão de Ética e Diretoria de Governança e Conformidade da instituição.

Os jogadores não sabem nada da Copa América: se vão ficar na Granja Comary, o mais provável, ou se num hotel nas cidades de Brasília, Goiás ou Cuiabá. Também não foram avisados dos traslados das viagem e das rotinas de uma competição com a chancela da Fifa e da Conmebol. Dizem que, se a Copa América fosse realizada na Argentina, sabiam que o país tinha se preparado há dois anos para recebê-la, diferentemente do Brasil, que tenta se organizar em dez dias.

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