Internacional

Brasileiros agora optam por Portugal

FolhaPress
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Lisboa - Quando se fala em morar fora do Brasil, sai EUA, entra a preferência pelo país dos patrícios portugueses. O número de brasileiros vivendo em Portugal cresceu pelo quarto ano consecutivo, atingindo em 2020 o recorde de 183.993 residentes legais. A variação representa uma alta de 21,6% em relação ao ano anterior. As informações foram publicadas pelo SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) nesta semana.

Os brasileiros seguem como a maior comunidade estrangeira em Portugal, representando 27,8% dos imigrantes no país.

Segundo especialistas, o crescimento do número de brasileiros residentes, mesmo em ano de pandemia, é explicado em larga medida pela demora do processo de regularização que pode levar até dois anos, mas não é tão difícil. Ao contrário de muitos membros da União Europeia, Portugal tem um sistema relativamente simples de regularização para quem entra no país como turista e permanece vivendo e trabalhando sem a autorização adequada.

Na avaliação da presidente da Casa do Brasil de Lisboa, ONG que auxilia a comunidade imigrante, os novos títulos de residência concedidos são relacionados a pedidos que foram feitos em anos anteriores, mas que ainda se encontravam tramitando na burocracia administrativa.

"Nós temos identificado que esses brasileiros e brasileiras que constam nos relatórios dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras já estavam em Portugal mesmo antes da pandemia. O que acontece é que as regularizações e as autorizações de residência chegaram neste momento", diz Cyntia de Paula.

FRONTEIRAS

Com as fronteiras da União Europeia fechadas a turistas brasileiros desde março de 2020, a entrada de novos imigrantes com esse perfil - que respondem por parte significativa das novas residências- ficou bastante limitada.

Neste momento, para entrar no país, é preciso ser cidadão da União Europeia, ter visto de estudo ou trabalho concedido por um consulado no Brasil ou ainda se enquadrar em alguma das poucas exceções previstas pelo governo, que esta semana começou a fechar mais ainda o acesso.

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