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Brasil busca vaga olímpica em difícil missão na Croácia


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Faz meses que o técnico croata Aleksandar Petrovic, comandante da Seleção Brasileira masculina de basquete, pensa, estuda e reflete sobre um jogo em específico: o desta terça-feira (29), contra a Tunísia, na estreia do torneio Pré-Olímpico. A partida diante dos africanos em Split, na Croácia, será realizada às 15h (de Brasília). Seis equipes disputam o campeonato, e apenas o campeão garante vaga nos Jogos de Tóquio.

O peso do duelo de abertura para os brasileiros se deve ao formato da competição. Os seis participantes estão divididos em duas chaves, com os dois melhores avançando para as semifinais. A outra adversária da primeira fase será a Croácia, que além de jogar em casa é uma potência do basquete e possui no seu plantel Bojan Bogdanovic, um dos destaques do Utah Jazz na NBA. Petrovic, portanto, mira a vitória sobre os tunisianos para deixar a classificação às semifinais bem encaminhada. O outro grupo tem Alemanha, Rússia e México.

"A única coisa importante no grupo é ganhar da Tunísia. Não quero mostrar todas as cartas contra a Croácia, porque podemos hipoteticamente jogar contra eles de novo (numa eventual final). Tenho na cabeça, junto com meus assistentes, todos os cenários contra a Tunísia. Há um quinteto muito forte, mas o sexto e o sétimo jogadores estão bem abaixo do quinteto inicial", afirmou o técnico.

Petrovic, que estava em sua casa na Croácia, se encontrou, recentemente, com os atletas brasileiros na Polônia para treinamentos e amistosos de preparação. A seleção venceu os dois jogos contra os poloneses e tomou o caminho de Split na última sexta (25).

Dos 15 integrantes do elenco, três tiveram que ser cortados para fechar o limite de 12. Assim, o armador Caio Pacheco, do Bahía Basket (ARG), o pivô Cristiano Felício, do Chicago Bulls (EUA), e o ala/pivô Léo Demétrio, do Flamengo, ficaram fora do torneio.

Enquanto projeta o futuro, o treinador não abriu mão de alguns dos atletas veteranos que jogaram na NBA e participaram das últimas edições de Jogos Olímpicos e Mundiais. Anderson Varejão, 38 anos, Marcelinho Huertas, 38 anos, e Alex Garcia, 41 anos, são pilares do grupo. Já Marquinhos, 37 anos, chegou a ser convocado, mas pediu dispensa. O mesmo fizeram dois nomes que estão na liga americana atualmente: Raulzinho, 29 anos, e Didi, 21 anos.

Alex simboliza o que o croata espera dos atletas dentro de quadra: dedicação na defesa. "Estou à disposição para o que a seleção precisar. Fico muito feliz em carregar comigo essa parte defensiva, parar os jogadores adversários para não complicar nossa caminhada. Lido muito bem com essa responsabilidade", disse o ala.

A arena em Split poderá receber lotação completa em seus 10 mil lugares, mediante comprovante de vacinação ou exame negativo de Covid-19.

Também nesta semana serão realizados outros três torneios classificatórios com seis seleções cada, na Sérvia, Lituânia e no Canadá. Os vencedores de cada um se juntarão a Japão, Estados Unidos, Argentina, Espanha, França, Austrália, Nigéria e Irã, já garantidos em Tóquio.

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