Com o devido respeito ao missivista Antônio S. Sanches (Ressuscitando Lázaro, 30.06.21), sua manifestação nessa Tribuna acerca da existência de uma latente "pena de morte" merece o mesmo sepultamento que o assunto "Lázaro".
Acho difícil compreender o que se passa na mente de gente que critica resultados de ação policial como se fosse uma "pena de morte", por não levar o criminoso a um "julgamento justo". Primeiro, porque o cidadão Lázaro condenou à tortura, sofrimento e morte não uma, mas cinco pessoas, todas sem direito a julgamento.
Em favor destas, o missivista não foi o mesmo arauto. Segundo, porque bandidos como Lázaro não negociam com polícia; estão armados e dispostos a seguir matando, especialmente agentes do Estado que saem à sua captura. Ou qualquer infeliz que casualmente cruze sua frente.
Por isso, diante do mal que representa à sociedade e do nível da violência imposta, "capturar" Lázaro deve ser objetivo secundário. O primário é eliminar a possibilidade de ele matar e causar ainda mais sofrimento a pessoas de bem. Vamos deixar a hipocrisia de lado e assumir, de vez, que lugar de bandido é na cadeia ou no cemitério. A escolha é deles!
Mas antes de ressuscitar Lázaro para lamentar essa "pena de morte", deveríamos ressuscitar o direito do cidadão andar armado onde quer que fosse (após preencher todos os severos requisitos para tanto), pois a polícia não tem como estar em todos os lugares ao mesmo tempo.
Impedir o direito à autotutela e proteção à vida é tão insano quanto impedir que o cidadão tente debelar incêndio em sua casa ou carro, usando extintor próprio, pois o dever é apenas dos Bombeiros.
Felizmente, como ainda não é crime, pode-se até não saber usar um extintor, mas todos se sentem mais seguros de vê-los nas paredes ou dentro dos veículos...