Esportes

Gancho ampliado


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O pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julgou, nesta quinta-feira (8), o recurso do Palmeiras e da procuradoria em relação à decisão que havia punido o técnico Abel Ferreira com uma partida de suspensão. O tribunal decidiu aumentar a pena para dois jogos. A decisão foi proferida em última instância. Portanto, não cabem mais recursos. O treinador não dirige a equipe nos próximos dois jogos do Campeonato Brasileiro, contra Santos e Atlético-GO.

Abel foi denunciado no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, cuja pena prevista é de uma a seis partidas de suspensão, por "reclamação desrespeitosa" à arbitragem na partida contra o Flamengo, dia 11 de abril, em Brasília, pela Supercopa do Brasil. Em maio, a Quinta Comissão Disciplinar havia decidido pela punição mínima por unanimidade na votação. Nesta quinta, porém, o técnico teve sua punição ampliada.

Na final que reuniu o campeão do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil, o Palmeiras teve o técnico expulso pelo árbitro Leandro Vuaden por reclamação. Ele não chegou a cumprir o jogo de suspensão porque o Palmeiras obteve efeito suspensivo no STJD no fim de maio.

Os advogados do Palmeiras recorreram na tentativa de absolver Abel ou reduzir a pena para advertência e a procuradoria pediu a reforma da decisão para que a sanção fosse aumentada. O procurador-geral da Justiça Desportiva, Ronaldo Piacente, sustentou o pedido de aumento do gancho do treinador para, no mínimo, duas partidas e criticou o comportamento do comandante palmeirense.

"Em relação aos fatos e ao processo, quando ele diz o que o árbitro era tendencioso ele quis dizer que o árbitro era parcial, unilateral e está beneficiando um time em detrimento de outro", argumentou. "Outro ponto que se precisa destacar: o Abel Ferreira tem duas expulsões e seis amarelos em apenas cinco meses. Temos matérias jornalísticas juntadas sobre falas do treinador nessa partida. Ele precisa melhorar seu comportamento inadequado", acrescentou o procurador.

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