Cultura

Carlinhos Brown defende música para o autoconhecimento

Martha Alves
| Tempo de leitura: 2 min

Cantor, compositor, multi-instrumentista e jurado do The Voice Kids (Globo). O currículo de Carlinhos Brown, 58 anos, é vasto e não para de crescer. Tanto que o músico aproveitou o isolamento imposto pela pandemia da Covid-19 para tocar ainda mais projetos, de curso online a projetos sociais. Enquanto parte da classe artística amargava o cancelamento de shows e relatava bloqueio criativo, o baiano lançava o álbum "Umbalista" (2020) e se inspirava até no Big Brother Brasil 21 para compor. O single "Juliette, Mon Amour", que chegou às plataformas em abril, homenageia a campeã do reality.

Em maio deste ano, ele, que já trabalha com educação musical há 40 anos e já formou mais de 15 mil músicos, lançou um curso online de introdução à percussão, na plataforma Domestika, para ajudar as pessoas a descobrirem a arte da percussão e dos ritmos. "Todo mundo nasce musical. Tudo está interligado, portanto, toda canção é influenciada pela música ancestral. Abrir os ouvidos para as sonoridades do mundo e conhecer as raízes de diferentes ritmos faz abrir possibilidades infinitas de conhecimento sobre nós mesmos e sobre a natureza ao nosso redor".

O artista também passou o último ano compondo a trilha sonora para o espetáculo "Cura", da bailarina e coreógrafa Deborah Colker. "Foi a melhor coisa que eu fiz nos últimos cinco anos. Eu tive tempo para construir, levei um ano compondo a trilha. Eu fechadinho no estúdio, só eu e o técnico", recorda ele. Para Brown, o mais importante no trabalho com Deborah Colker é a oportunidade de fazer música contemporânea. A peça, no entanto, estava prevista para ser lançada em janeiro deste ano em Londres, mas foi adiada por causa da pandemia.

No ano passado, o artista também revisitou a própria obra com o lançamento de "Umbalista", com canções autorais que fizeram sucesso na voz de outros artistas. Ele conta que a ideia era respeitar as gravações originais feitas pelos colegas, "mas uma oportunidade de ouvir também na minha voz". "A ideia surgiu de uma brincadeira, eu conversando com Arnaldo [Antunes] e Marisa [Monte]. Recebi o maior apoio", afirma o cantor.

 

Comentários

Comentários