Robert Scheidt começa a escrever mais um capítulo da história olímpica do Brasil. O velejador se torna recordista nacional de participações em Olimpíadas neste domingo (25). Será a sétima vez na maior competição do planeta do homem que já conquistou cinco medalhas, sendo duas de ouro. Aos 48 anos, mostra disposição de estreante para lutar por mais um pódio na classe Laser, cujas regatas serão disputadas na raia de Enoshima, a primeira delas a partir de 2h30 (de Brasília).
"Mesmo sendo a sétima Olimpíada, sempre dá um frio na barriga. E essa ansiedade é normal. Passa quando a disputa começa e acredito estar bem preparado e na briga por uma medalha. Acredito que minha experiência pode ajudar, principalmente por conta de ser um evento diferente no sentido que ninguém conseguiu treinar como antes, velejando na raia, por exemplo. Estou confiante de ter feito a melhor preparação possível. Agora é competir, jogar o jogo, que é o que a gente mais gosta", disse o bicampeão olímpico.
Scheidt aproveitou ao máximo os 12 dias de aclimatação em Enoshima para a reta final de preparação para lutar pela quarta medalha na classe Laser (as outras duas foram conquistadas na Star). A partir deste domingo serão 11 regatas, 10 na fase de classificação e a "medal race", programada para o dia 1 de agosto, quando espera estar entre os 10 finalistas e na lutar pela sexta medalha olímpica.
No Japão, Scheidt enfrentará atletas até duas décadas mais jovens. Entre seus principais adversários estão o alemão Philipp Buhl, atual campeão, Matt Wearn, da Austrália, Sam Meech, na Nova Zelândia, e o francês Jean Baptist Bernaz, seu companheiro de treino nesse ciclo olímpico. "Acho que teremos dez a 12 atletas lutando pelas três medalhas e acredito que estou entre eles", explicou o bicampeão olímpico.
Scheidt está envolvido com o movimento olímpico há 25 anos. Na estreia, em 1996, nos Jogos de Atlanta, ganhou a medalha de ouro, feito repetido oito anos depois, em Atenas-2004. Na Laser ainda tem uma prata (Sydney-2000), além de mais uma prata e um bronze na classe Star (Pequim-2008 e Londres-2012). No Rio de Janeiro, em 2016, ganhou a regata da medalha, mas terminou a competição na quarta colocação.