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1.º semestre em Bauru tem mais óbitos e menos nascimentos em toda história


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A pandemia da Covid-19 vem causando profundo impacto nas estatísticas vitais da população de Bauru. Além das mais de 1 mil vítimas fatais atingidas pela doença na cidade (leia mais abaixo), o novo coronavírus vem alterando a demografia de uma forma nunca vista desde o início da série histórica dos dados estatísticos dos Cartórios de Registro Civil em Bauru, em 2003. Nunca se morreu tanto e se nasceu tão pouco em um primeiro semestre como neste de 2021, resultando na menor diferença já vista entre nascimentos e mortes nos primeiros seis meses do ano.

Os dados constam no Portal da Transparência do Registro Civil, base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País, administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil). Os números são cruzados com as Estatísticas do Registro Civil, do IBGE, com base nos dados dos próprios cartórios brasileiros.

Em valores absolutos, os cartórios de Bauru contabilizaram 2.206 óbitos até o final de junho. O número, que já é recorde em um primeiro semestre, é 71% maior que as mortes no mesmo período do ano passado, com a pandemia já instalada há quatro meses em Bauru. Já na comparação com 2019, ano anterior à chegada da pandemia, o aumento foi de 43,9%.

INCERTEZAS

Com relação aos nascimentos, muito em função das incertezas provocadas pela pandemia - que contribuíram para que os casais adiassem os planos de ter filhos -, o número de nascidos vivos em Bauru em um primeiro semestre foi o menor de toda a série histórica. Até o final de junho de 2021, foram registrados 2.342 nascimentos, montante 2,5% menor que a média de nascidos no mesmo período do ano passado. Com relação a 2019, o volume caiu 17,8% em Bauru.

O resultado da equação entre a maior quantidade de óbitos da série histórica em um primeiro semestre ante ao menor número de nascidos da série no mesmo período é o mais baixo crescimento vegetativo da população em um semestre na cidade, aproximando, como nunca antes, o volume de nascimentos ao de mortes. A diferença caiu para apenas 136 em 2021, uma queda foi de 87,7% em relação a 2020 e, na comparação com 2019, de 89,6%.

"Por meio do Portal da Transparência, o poder público pode fazer uma análise dos impactos da pandemia e trabalhar as políticas necessárias para atendimento a esta nova realidade populacional", comenta Luis Carlos Vendramin Junior, presidente Arpen/SP.

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