São Paulo - Se a contenção da pandemia e os reflexos da vacinação continuarem positivos, o governo de São Paulo planeja avançar da fase de transição para a etapa de "retomada segura" a partir de 17 de agosto, quando a expectativa é eliminar todas as restrições de horário e liberar atendimento presencial com capacidade de 100%, mas com manutenção das regras para máscaras, distanciamento e protocolos de higiene.
O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira (18), durante coletiva do governo de São Paulo, quando foi anunciada mais uma flexibilização: o horário de funcionamento do comércio e de serviços vai ser estendido das 23h para até a meia-noite e a capacidade de ocupação foi aumentada de 60% para 80%. O toque de recolher, que ocorria entre 23h e 5h, foi abolido. A partir de 1 de agosto, o funcionamento dos parques estaduais também vai voltar ao horário normal.
Eventos que gerem aglomeração como shows, casas noturnas e competições esportivas com público, por exemplo, continuam proibidas no Estado.
Já a partir de 17 de agosto, quando essa fase terminar, o governo prevê retirar todas as limitações para funcionamento das atividades do Estado, ou seja, não haverá mais limite de ocupação ou de horário. O anúncio foi feito pelo governador de São Paulo, João Doria, que voltou a participar das entrevistas, após ter sido se recuperado de uma reinfecção pelo novo coronavírus.
CASOS DE COVID
Na semana passada, o Estado de São Paulo apresentou queda no número de novas internações, de novos casos e de mortes por Covid-19. A redução foi de 20,6% no número de diagnósticos, com média móvel de 8.605 casos por dia, segunda média mais baixa do ano.
Nas internações, a queda foi de 18,3% na semana passada em relação à semana anterior, com média diária de 1.262 internações, a mais baixa do ano. Já em relação às mortes, a queda foi de 9,6% no mesmo período de comparação, com média móvel de 349 mortes por dia, ainda muito acima da primeira semana deste ano, quando eram registradas 213 mortes por dia.
A queda nos indicadores, segundo o governo paulista, se deve ao avanço da vacinação contra a Covid-19. No entanto, apesar da queda, os números ainda são altos, por isso, medidas como uso de máscara e evitar aglomerações serão mantidas.