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Cinemateca: governo federal pede à PF para apurar causa de incêndio

Estadão Conteúdo
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Brasília - A Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo informou nesta quinta-feira (29), que pediu para a Polícia Federal investigar as causas do incêndio que atingiu a Cinemateca Brasileira, na cidade de São Paulo. "Só após o seu controle total pelo Corpo de Bombeiros é que se poderá determinar o impacto e as ações necessárias para uma eventual recuperação do acervo e, também, do espaço físico", diz trecho da nota da Secretaria.

A assessoria da pasta também disse que o secretário adjunto, Hélio Ferraz, viajará para São Paulo a fim de acompanhar os desdobramentos do caso. O secretário Mário Frias e o ministro do Turismo, Gilson Machado, estão na Itália participando de um evento do G20.

O incêndio começou na tarde desta quinta-feira, e atingiu o galpão da Cinemateca. O acervo fotográfico da instituição ficava nesta unidade. Segundo o Corpo de Bombeiros, 17 viaturas trabalharam no local e, por volta das 19h50, conseguiram conter as chamas. Não há registro de vítima e a causa do fogo ainda é desconhecida. O secretário estadual de Cultura de São Paulo, Sérgio Sá Leitão, afirmou que o incêndio foi controlado e que a extensão dos danos está sendo avaliada.

A Cinemateca tem a função de preservar e difundir o acervo audiovisual brasileiro. É administrada pela Secretaria Nacional do Audiovisual, que faz parte da Secretaria Especial de Cultura.

O secretário municipal de Cultura de São Paulo, Alê Youssef, lamentou o incêndio que atinge um depósito da Cinemateca Brasileira, na zona oeste de São Paulo, na noite desta quinta-feira (29). "Precisamos aguardar a perícia do Corpo de Bombeiros mas tudo leva a crer que trata-se da crônica de uma tragédia anunciada diante do desgoverno federal", afirmou Alê.

O secretario estadual da Cultura de SP, Sérgio Sá Leitão, diz que está acompanhando o caso com o comandante-geral do Corpo de Bombeiros de SP e o secretário de Segurança do estado. "Trata-se de uma importante instituição cultural que pertence ao governo federal e vem sendo negligenciada pelo governo Bolsonaro desde 2019. Lamentável", disse Sá Leitão.

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