O boxeador Hebert Conceição conquistou a medalha de ouro na categoria dos pesos médios (até 75 quilos) nos Jogos Olímpicos de Tóquio, ao vencer, na madrugada deste sábado (7), o ucraniano Oleksabdr Khyzhniak, por nocaute técnico, a 1min29 do terceiro assalto.
Hebert, de 23 anos, natural de Salvador, repete o feito de Robson Conceição, campeão olímpico na Rio-2016. O boxe brasileiro voltaria ao ringue da Kokugikan Arena, neste domingo (8), às 2 hs (de Brasília) com Beatriz Ferreira, que vai disputar também a final, na categoria dos leves (até 60 kg), com a irlandesa Kellie Harrington.
Além de Robson, Bia e Hebert Conceição, o boxe brasileiro soma mais cinco medalhas em olimpíadas. Servílio de Oliveira foi bronze no México-1968, depois Esquiva Falcão, Yamaguchi Falcão e Adriana Araújo subiram no pódio em Londres-2012. Robson Conceição foi campeão na Rio-2016 e Bia luta por mais um pódio, enquanto Abner Teixeira ficou com bronze entre os pesados em Tóquio.
Como se esperava, o ucraniano foi para o ataque desde o primeiro gongo. Encurtou a distância e não deixou Hebert se movimentar. Com isso, aplicou mais golpes e venceu os dois rounds para os cinco jurados. A disputa foi para o terceiro e último assalto com o brasileiro precisando de um nocaute para vencer a luta.
E o golpe salvador veio a 1min29 com um cruzado de esquerda espetacular de Hebert. O árbitro Muhammad Arisa Putra Pohan, da Indonésia, paralisou o duelo. No boxe olímpico, os juízes são muito cautelosos e não deixam que o lutador seja castigado. Por isso, os nocautes são raros. Como o golpe entrou de forma muito precisa e o ucraniano caiu imediatamente, o árbitro nem abriu contagem e já decretou o nocaute técnico. No profissional, com certeza, o duelo teria prosseguimento.
RARIDADE
O raro nocaute conquistado por Hebert Conceição na final olímpica dos pesos médios (até 75 kg), neste sábado, e a consequente medalha de ouro poderão garantir ao brasileiro um contrato no boxe profissional. A exemplo do que ocorreu com Robson Conceição, ouro na Rio-2016, e os irmãos Esquiva e Yamaguchi Falcão, prata e bronze respectivamente em Londres-1012, o novo campeão olímpico está na mira das empresas que dominam a nobre arte internacional.
Uma das organizações com boas condições de contratar Hebert é a Top Rank, do empresário Bob Arum, que já cuida das carreiras de Robson e Esquiva. Inclusive os dois brasileiros farão lutas importantes nos próximos dias. Robson vai disputar o título mundial dos superpenas do Conselho Mundial de Boxe, dia 10 de setembro, nos Estados Unidos, enquanto Esquiva vai lutar uma eliminatória pelo cinturão dos médios.
Apesar de não ter público em Tóquio, por causa da pandemia, representantes das maiores empresas de boxe profissional foram enviados para o Japão com o objetivo de iniciar contatos com os atletas que se destacarem nas Olimpíadas.