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Empreender

Ivan Mouta
| Tempo de leitura: 2 min

Tudo leva a crer que a situação do mundo está começando a melhorar e que o pior já passou. Recuperar todos os estragos deixados não será de um dia para o outro e o importante é que, além das cicatrizes que adquirimos, possamos tirar lições importantes de tudo que passamos nestes longos últimos meses. Historicamente, em momentos como o que estamos vivendo, surgem ótimas oportunidades de crescimento e inovação e as projeções para os próximos meses já apontam para o início de um aumento no consumo e isto traz uma grande oportunidade para quem deseja aplicar seus recursos em atividades voltadas à produtividade, montando um novo negócio ou impulsionando um já existente.

Montar um negócio, em qualquer segmento que seja, requer muito trabalho, envolvimento e prudência. Não existem milagres ou atalhos para o sucesso, é preciso muita dedicação e paciência. É importante que o empreendedor tenha alguma reserva para não "sangrar" a empresa logo no início de sua vida, qualquer negócio demanda tempo para maturar e começar a dar frutos. Para quem não tem experiência e precisa de mais suporte, existem modelos de negócio já prontos e as redes já estruturadas (franquias por exemplo) e com um padrão já formatado passam a ser uma ótima opção.

É muito importante manter controles econômicos e financeiros do negócio, monitorando os gastos, mas nunca sacrificando-o. O número de pessoas, por exemplo, deve ser cuidadosamente calculado, não se pode perder negócio por falta de profissionais no atendimento e não se pode sobrecarregar as pessoas, isto só fará a produtividade e a rentabilidade da empresa despencar. Os estoques não devem ser exagerados, mas não podem ser reduzidos a ponto de se perder vendas por falta de grade, cor etc.

A todo o momento nos deparamos com bons e promissores negócios que simplesmente acabam. Negócios que vão muito bem no início, surgem com toda força, nos impressionam, parecem ter tudo para dar certo e de repente fecham as portas. Um motivo é o contentamento com uma situação estável, confortável e até lucrativa. A empresa entra na famosa zona de conforto.

Estas empresas caem na armadilha da satisfação com o que está bom e, simplesmente, não progridem, não avançam, não evoluem. É preciso aproveitar o bom momento pelo qual um negócio atravessa e investir ainda mais nele. A busca pela excelência não pode ter fim.

 O autor é colaborador de Opinião.

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