Marília - A Prefeitura de Marília (100 quilômetros de Bauru), através da Secretaria de Saúde, informou nesta sexta-feira (13) que caso da variante delta do coronavírus foi identificado no município. O pasta não revelou detalhes sobre o paciente e as medidas eventualmente adotadas para evitar a disseminação dessa variante, que possui maior transmissibilidade.
"O alerta é para que toda a população reforce as medidas de proteção, como evitar aglomeração, uso de máscara e também higienização das mãos", disse em nota. "Tomando essas medidas no nosso município, podemos evitar a terceira onda, já que a capacidade de transmissão por essa variante é maior".
A Secretaria de Saúde de Marília explicou ainda que, se houver "um agravamento do quadro epidemiológico, que é o aumento do número de casos ou aumento da incidência, a prefeitura terá que tomar medidas coletivas para a proteção de toda a população, o que impactaria na flexibilização das atividades".
A VARIANTE
A variante delta (B.1.617.2) do coronavírus é considerada de atenção por especialistas de saúde devido à possibilidade de aumento de transmissibilidade ou gravidade da infecção. Ela se tornou predominante em países como os EUA e Reino Unido, levando a novos aumentos no número de casos e de internações, apesar da cobertura vacinal avançada.
A delta teve a circulação confirmada em vários estados do Brasil, inclusive em São Paulo. Na Capital, já há transmissão comunitária da variante. Recentemente, a Prefeitura de Ibirarema, que fica na região de Ourinhos, identificou dois casos da delta na cidade. Na área de cobertura do Jornal da Cidade, o caso de Marília é o primeiro identificado.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, a confirmação da variante ocorre por meio de sequenciamentos genéticos realizados por laboratórios como o Instituto Adolfo Lutz, e depende ainda do trabalho de Vigilância Epidemiológica para investigação dos casos, como histórico de viagens e contatos. Pesquisadores estudam o efeito das vacinas contra a delta.
Estudo recente feito pela agência de saúde do governo britânico revelou que a aplicação de duas doses da vacina da AstraZeneca garante 92% de efetividade contra a hospitalização pela variante. No caso da vacina da Pfizer, a média de efetividade contra internações pela delta é de 96% após a segunda dose. O Instituto Butantan também já iniciou estudos para analisar se a CoronaVac é efetiva contra a variante.