Tribuna do Leitor

NeverLand

Dirceu Mosquette Junior
| Tempo de leitura: 2 min

Era uma terra governada por um "Homem" que não queria ter problemas, não queria resolvê-los e fugia deles! Era um "adulto", cronologicamente e fisicamente, que ainda queria viver a vida despreocupada que tinha quando criança ou adolescente. Sem preocupações e sem estresse!

Para tanto tinha o comportamento de uma criança de 12 anos! Governava como se vivesse dentro de uma bolha um mundo de fantasia! E como criança birrenta não gostava de ser contrariado! Vivia de bravatas e mentiras! Nunca assumindo os seus erros e omissões! A culpa sempre era dos outros! Consequentemente, desenvolveu outros transtornos: como ansiedade, depressão e problemas com a autoestima. Tinha muito medo de ser rejeitado pela sociedade e, principalmente, de ser julgado.

Pessoas como esse "Homem" despertam atenção e admiração de alguns, porque aparentam levar uma vida leve. Apesar de sempre demonstrarem grande felicidade, sua mente está repleta de conflitos, medos e tristezas são constantes. Eles são inseguros, exigentes, magoados e intolerantes. Sempre se vangloriam de suas façanhas ou se acham espertos por conseguir alcançar seus objetivos através dos outros. Criando sérios problemas de relacionamento com sua atitude arrogante e exibicionista em relação aos outros, devido a seu complexo de inferioridade encoberto por falsos sentimentos de superioridade!

Mas o nosso personagem desconsiderava que dar vazão somente ao lado infantil de nossa personalidade poderia leva-lo à alienação e consequências trágicas. Tinha como Hobby passear de moto com outros como ele! Velhos "Homens" mimados com mentalidade infantil! Enquanto isso acontecia o povo padecia de fome e doenças!

Então "Forças Ocultas" percebendo a fraqueza do Governante de Neverland dele se aproximam com a intenção de usurpar o poder! Faziam isso massageando o ego do "Homem" que acreditava estar no comando! Na realidade ele já havia se tornado um tipo de Bobo da corte! Mas esse "Homem" tinha um grande rival que tinha só uma mão!

A briga de nosso personagem com seu rival de uma mão só representa a recusa infantil em aceitar as limitações do tempo e as exigências adultas. Isso aparece tanto no sentido do crescer, do amadurecer e do abrir mão da onipotência, quanto na assunção do ser criança como ser realizador das expectativas adultas.

Essa historia ainda esta sendo escrita e por enquanto infelizmente ainda não chegou ao fim! Quem sabe no final do próximo ano!

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