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Estado investe R$ 400 mi para conectar cidades e promover desenvolvimento

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 4 min

Atrelados ao desenvolvimento econômico, setores importantes como o turismo e o agronegócio dependem da qualidade dos modais de transporte para garantir o fluxo de pessoas e o escoamento da produção. Pensando nisso, o poder público estadual anunciou um investimento de R$ 400 milhões para ampliar o sistema rodoviário de várias cidades da região de Bauru. O balanço foi feito pelo secretário estadual de Logística e Transportes, João Octaviano Machado Neto, que esteve no Café com Política do JC, nesta quinta-feira (19), acompanhado do deputado estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, Vinícius Camarinha (PSB), do coordenador de apoio aos municípios da pasta, Clodoaldo Pacce Filho, do prefeito de Pirajuí, Cesar Fiala, além de outras autoridades.

De acordo com Machado Neto, o Estado conta com 14 mil quilômetros de rodovias próprias e 9 mil quilômetros de vias concedidas, fora as vicinais e as estradas municipais. "São números absurdamente altos e o governador João Doria entende que eles implicam em um investimento da mesma proporção. Para se ter ideia, o governo federal destinou R$ 4 bilhões para a melhoria desse modal de transporte em todo o País e o estadual reservou quase o dobro, R$ 7 bilhões, só para São Paulo", argumenta.

Nos últimos dois dias, o secretário visitou seis cidades da região para acompanhar o andamento das obras junto ao modal rodoviário, que estão em processo de licitação. Em Pederneiras, conforme o JC antecipou na edição de ontem, ele falou sobre a modernização de duas vicinais. Em Garça, Machado vistoriou a estrada da Fazenda São José dos Bonini, com 6 quilômetros de extensão.

Em Júlio de Mesquita, o secretário visitou as obras de duplicação das rodovias SP-333 e SP-113, que beneficiarão os municípios de Marília, Júlio de Mesquita, Guarantã, Guaimbê, Álvaro de Carvalho, Getulina e Garça.

Em Lins, Machado visitou o futuro anel viário que deverá ligar o aeroporto da cidade à Marechal Rondon (SP-300). Em Bauru, o secretário participou de uma reunião com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) para discutir o andamento das demandas da região e vistoriou as obras das marginais da Rondon.

Depois, ele seguiu para Lençóis Paulista, onde verificou a situação da SP-261, cuja pavimentação de um trecho de 50 quilômetros da cidade até a rodovia Castello Branco (SP-280), em Águas de Santa Bárbara, foi autorizada recentemente pelo governador João Doria. Ontem, o secretário retornou a São Paulo.

Ainda em relação à malha rodoviária regional, o governo estadual também liberou o recapeamento de 47 quilômetros da rodovia Hilário Spuri Jorge (SP-331), que liga Pirajuí a Iacanga, passando por Balbinos e Reginópolis. O feito deverá beneficiar o escoamento da cana-de-açúcar produzida por essas cidades.

Para o secretário, o programa de vicinais do governador João Doria se funde com a logística geral do Estado para garantir o escoamento da produção agrícola, fato que exige a conexão dos eixos rodoviário, ferroviário e hidroviário. "Nós reconhecemos, por exemplo, a importância da hidrovia Tietê-Paraná, ainda mais neste momento em que a Bracell passou a utilizar o Porto Intermodal de Pederneiras para levar a sua carga de celulose até o Porto de Santos", afirma.

Quanto ao modal aeroportuário, Machado cita a recente concessão de 22 aeroportos paulistas, entre eles o de Bauru. Só no equipamento local, o investimento deverá girar em torno de R$ 33,6 milhões dentro dos próximos 30 anos, contados a partir de 2022. 

ONDAS DE VAZÃO

Ainda segundo o secretário, um dos maiores desafios da pasta é manter e ampliar a viabilidade de hidrovia em meio a um modelo cuja governança não depende apenas do Estado. "Nós temos uma interferência grande da União e procuramos solicitar que o governo federal mantenha o regime das ondas de vazão", comenta.

Como o JC informou na edição de ontem, os reservatórios precisam manter certo nível para gerar energia, reduzindo a vazão para o rio e dificultando a passagem das embarcações. As ondas de vazão, portanto, liberam o volume de água necessário para que haja o transporte em alguns períodos do dia. O método tem sido adotado desde junho último.

O deputado estadual Vinícius Camarinha comenta que o principal gargalo da hidrovia Tietê-Paraná, o pedral de Nova Avanhandava, precisa ser derrocado (remoção de rochas no leito do rio). "Eu peço, inclusive, que o governo federal cumpra o pacto que fez com o Estado no sentido de repassar os R$ 300 milhões para garantir essas obras", complementa o parlamentar, acrescentando que o poder público estadual também busca diversificar os modais de transporte para evitar a sobrecarga das rodovias e o prejuízo ao meio ambiente em virtude da queima dos combustíveis fósseis.

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