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Bolsonaro sugere que está imune ao coronavírus

Estadão Conteúdo
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Brasília - O presidente Jair Bolsonaro sugeriu nesta quinta-feira (2) que estaria imune ao coronavírus por já ter contraído a doença. Em cerimônia no Palácio do Planalto, Bolsonaro justificou a ideia no fato de ter feito um exame IGG, que mede a taxa de anticorpos no sangue.

Cientistas, porém, afirmam que pessoas que já tiveram covid-19 apresentam IGG positivo, mas que isso não garante a imunidade contra a doença, já que o teste não consegue medir se os anticorpos estão funcionais nem a capacidade de neutralizar a entrada do vírus nas células. De acordo com os especialistas, a melhor forma de se proteger da doença é se vacinando - o que Bolsonaro, aos 66 anos, se recusa a fazer. "Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, te mostrei meu IGG hoje, né? 991, não vou entrar em detalhes; obrigado Osmar Terra", disse Bolsonaro.

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) iniciou nesta quinta-feira, 2, a transmissão semanal ao vivo ao lado do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ironizando os boatos da demissão do chefe da pasta. "O novo demitido", disse Bolsonaro. "Isso aqui é mais um fake news, pô. Mais uma mentira. Eles tentam desestabilizar o governo o tempo todo", disse Bolsonaro.

Mais cedo, Queiroga já havia desmentido os boatos de sua demissão. "Eu nem pedi demissão, nem vou pedir demissão. Estarei aqui no Ministério da Saúde até o dia que o presidente da República entender que sou útil à nação brasileira", afirmou em áudio encaminhado.

Durante a transmissão ao vivo, Queiroga comentou medidas de combate à Covid-19 no País e anunciou que em breve o Brasil deve ultrapassar os Estados Unidos em proporção de brasileiros que cumpriram o calendário vacinal.

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