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Distância para descartar os galhos secos vira 'dor de cabeça' a jardineiros

Guilherme Tavares
| Tempo de leitura: 1 min

A distância até o aterro sanitário de Bauru tem praticamente inviabilizado o trabalho de jardineiros, tanto pela disparada nos preços dos combustíveis quanto pelo tempo de viagem. A unidade fica na zona rural, a 15 km do Centro, e é acessada pela Rodovia Marechal Rondon (SP-300), na altura do km 353.

Cláudio Fernandes, 52 anos, tem tido dificuldades para repassar os custos aos clientes. "Preciso cobrar pelo menos uns R$ 50 a mais. A pessoa não entende, não quer pagar. Mas não tem jeito, o combustível está muito caro. No fim das contas, eu acabo perdendo serviço. Se não repassar esse valor, a gente paga para trabalhar", reclama o jardineiro. "Tem dia que faço até três viagens até o aterro. Acabo perdendo três horas de trabalho", explica Cláudio, com quase meia tonelada de galhos secos na caçamba do utilitário.

Ele conta que antes o descarte era feito no Ecoverde, que deixou de receber galhos secos desde a gestão Clodoaldo Gazzetta. "Não tem nenhum lugar aqui na cidade. É ruim para os moradores também. Por isso tanta gente joga tudo nos terrenos e coloca fogo", diz Cláudio.

De acordo com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), o maquinário do Ecoverde só pode triturar galhos ainda verdes. Depois, esse material passa por processos de reaproveitamento - o que não é possível fazer com os resíduos já secos.

A secretaria reforçou a necessidade de encaminhar galhos secos para o aterro e disse que os custos para o descarte correto devem ser assumidos pelos geradores, ou seja, quem contratou o serviço.

 

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