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Manifestações em apoio a Bolsonaro acontecem em várias cidades do País

(Folhapress)
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As manifestações em apoio ao governo de Jair Bolsonaro estão ocorrendo em várias cidades brasileiras, inclusive em Bauru (Parque Vitória Régia), na manhã desta terça-feira (7/9). As maiores concentrações são esperadas para Brasília e São Paulo. 

O presidente Jair Bolsonaro chegou na solenidade de hasteamento da bandeira, em frente ao Palácio do Planalto, nesta terça-feira (7), guiado pelo ex-piloto de Fórmula 1 Nelson Piquet, no Rolls Royce presidencial, com crianças à bordo. Um, inclusive, estava no colo do mandatário.

As Forças Armadas cancelaram o desfile do feriado da Independência neste ano e no passado, devido à pandemia. O evento desta manhã substituiu a solenidade militar. Bolsonaro foi recebido aos gritos de "mito" por seus apoiadores no local. Antes do evento, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e alguns ministros também foram ovacionados pela plateia de algumas centenas de bolsonaristas.

Na esplanada dos ministérios, uma longa mensagem amarrada em caminhões de manifestantes que furaram o bloqueio da polícia na madrugada diz que o grupo só deixará Brasília quando a seguinte pauta for atendida: "Destituição de todos os ministros do STF".

Outro cartaz, também apoiado num caminhão, dizia que o "câncer do Brasil" é o "STF, TSE, Senado Federal, Câmara dos Deputados, Zé Dirceu, Lula, Dilma, Gleisi, Omar Aziz, Renan Calheiros, Randolfe Pacheco, Lira, Rodrigo Maia, Alcolumbre, etc".

No acampamento em frente ao Ministério da Agricultura há carta pedindo impeachment dos ministros do STF e voto impresso. "Pedimos que vocês, ministros, saiam, porque estamos no nosso direito. Zé Trovão nos representa", afirma placa de uma manifestante, que cita caminhoneiro foragido justamente por ataques às instituições. Os manifestantes também gritam que "o povo é o Supremo" e dizem que "o povo chegou" em frente ao Itamaraty. Ali há barreira de policiais que impedem a ida dos apoiadores de Bolsonaro até o STF.

BLOQUEIO

Caminhões e manifestantes pressionavam a primeira linha formada por PMs na altura do Palácio do Itamaraty para romper o bloqueio e invadir o espaço.

Uma segunda linha, poucos metros abaixo, é formada por carros e PMs do Batalhão de Choque. Os caminhões fazem forte buzinaço, e os manifestantes gritam "Vamos invadir". Se caminhões e manifestantes passarem por esses bloqueios, terão acesso às laterais dos prédios do Congresso e do STF (Supremo Tribunal Federal).

Apesar da pressão, até as 9h30, não havia iminência de que a multidão e os caminhões ultrapassariam as barreiras. Os PMs seguem parados e há grades separando-os dos manifestantes, mas não há empurra-empurra ou uso de spray de pimenta para contê-los.

OPOSIÇÃO

Grupos de oposição ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se reúnem em frente à Torre de TV, em Brasília, para protestar contra o governo. O ato faz parte do Grito dos Excluídos, que tradicionalmente ocorria na Esplanada dos Ministérios, mas mudou de lugar neste ano por conta das manifestações em apoio ao presidente.

Os participantes da manifestação oposicionista pedem o impeachment do presidente e gritam palavras de ordem a favor da vacina, da democracia e do auxílio emergencial.

ATRITO

Manifestantes pró e anti-Bolsonaro trocaram provocações no começo da tarde desta terça-feira (7), em Brasília.

Os apoiadores do governo e um pequeno grupo de pessoas que participou mais cedo de um protesto organizado pela esquerda começaram a se desentender próximo a Torre de TV.

Os manifestantes que apoiam o governo gritam palavras como "Lula ladrão" e "vai para Cuba" e são respondidos com "Fora Bolsonaro, fora genocida".

A Polícia Militar criou uma barreira para evitar confrontos físicos e por diversas vezes precisou conter os manifestantes.

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