Brasília - O ministro da Advocacia-Geral da União, Bruno Bianco, confirmou, nesta sexta-feira (24), que foi contaminado pela Covid-19. Agora, já são três os ministros contaminados pela doença. Além de Bianco, foram diagnosticados a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina; antes dele outro ministro, o da Saúde, Marcelo Queiroga, já havia sido diagnosticado com a doença.
Outro integrante da comitiva presidencial diagnosticado positivo para a Covid-19 foi o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Ele confirmou a doença via redes sociais. No post, o deputado reiterou críticas ao passaporte sanitário, documento que prova que seu titular encontra-se imunizado contra a Covid-19, podendo viajar sem risco de transmitir o vírus entre fronteiras (leia abaixo).
Diante da constatação da doença, tanto Tereza Cristina como Bianco cancelaram a agenda e encontram-se isolados. No caso de Queiroga, a doença foi diagnosticada em meio à viagem com a comitiva do presidente Jair Bolsonaro a Nova York, nos Estados Unidos, onde participaram da 76ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). Ele permanece nos EUA, onde faz quarentena.
PRIMEIRA-DAMA
VACINADA
O presidente Jair Bolsonaro afirmou que a primeira dama Michelle Bolsonaro foi vacinada contra a Covid-19. Em transmissão ao vivo nas redes sociais, o chefe do Executivo, que se declara não imunizado, ainda voltou a defender o chamado tratamento precoce para o novo coronavírus, algo sem eficácia comprovada pela ciência.
"Minha esposa, nos Estados Unidos, falou comigo se toma ou não toma a vacina. Dei minha opinião, não vou falar qual foi, mas ela tomou a vacina", afirmou. Vacina foi oferecida à primeira-dama por médico quando ela foi fazer o teste de PCR em NY, disse a secretaria de Comunicação do governo.
QUEIROGA
Bolsonaro ainda comentou sobre o teste positivo para Covid-19 do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que acabou deixando toda a comitiva presidencial em isolamento até o final de semana. Segundo o presidente, foi ele quem deu a notícia a Queiroga. "Lamento informar, mas você está infectado. Você vai adotar o protocolo Mandetta, ficar aguardando sentir falta de ar para procurar um socorro, ou vai tomar uma providência?", relatou Bolsonaro, que não quis contar qual foi a reação do ministro da Saúde.
KIT COVID
Bolsonaro citou novamente o uso de medicamentos sem eficácia. "Eu tomei. Se eu me sentir mal, vou tomar de novo", afirmou, reiterando sua defesa do "tratamento off label" a partir de uma negociação entre médico e paciente. O chamado tratamento precoce já foi descartado pela ciência e é considerado uma questão superada pela imensa maioria dos pesquisadores.
O presidente da República ainda disse ter questionado a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por ter recomendado quarentena a todos da comitiva presidencial após o teste positivo de Queiroga, inclusive vacinados. "Vocês não acreditam na vacina, na ciência?", ironizou Bolsonaro.
Contudo, a vacinação, embora reduza muito a chance de complicações para a doença, não impede totalmente o contágio pelo novo coronavírus, como têm explicado reiteradamente os cientistas.