A chegada a mais uma final de Libertadores depois de eliminar o Atlético-MG no Mineirão nesta terça-feira fez o Palmeiras atingir um feito relevante no futebol nacional. A equipe de Abel Ferreira, cada vez mais "copeira" na competição, alcançou a decisão do torneio mais importante da América do Sul em duas edições seguidas pela segunda vez na história, repetindo o que fizera em 1999 e 2000. Agora, tentará em Montevidéu ser campeã de forma consecutiva, o que somente Santos e São Paulo conseguiram entre as equipes brasileiras.
Apenas São Paulo e Palmeiras, entre os clubes do País, avançaram em mais de uma ocasião a duas finais consecutivas da Libertadores. Tricampeão continental, o time tricolor jogou na sequência as decisões de 1992, 1993 e 1994 e também as de 2005 e 2006. É a única equipe brasileira que conseguiu disputar três finais consecutivas do torneio sul-americano, sagrando-se campeã em 1992, 1993 e 2005 e vice em 1994 e 2006. Não é pouco.
Santos (1962 e 1963), Grêmio (1983 e 1984) e Cruzeiro (1976 e 1977) são os outros times do Brasil que jogaram duas decisões em sequência da Libertadores. Os paulistas e os gaúchos são tricampeões e os mineiros somam duas taças. O Santos, assim como o São Paulo, venceu duas vezes seguidas o campeonato.
O Palmeiras levantou o troféu mais desejado do continente pela primeira vez em 1999 e voltou a erguer a taça na temporada de 2020 que só terminou em janeiro de 2021. "O Palmeiras sempre soube jogar a Libertadores, mas acho que tem se tornado cada vez mais copeiro. Vinha sempre chegando nas semifinais, batendo na trave, e agora aprendeu o caminho para chegar mais vezes à final", diz o ex-goleiro Sérgio. Ele fez parte do elenco campeão em 1999 e que foi vice em 2000.
O Palmeiras de hoje e o de duas décadas atrás reúnem mais diferenças do que semelhanças, mas o ex-jogador aponta um aspecto em comum importante: a capacidade de se unir para passar por adversários considerados favoritos. "Vejo semelhança na garra, na união dos atletas. Aquele time era muito unido, o Felipão sempre priorizou a união do grupo, e vejo isso nesse time também. Na nossa época, conseguimos derrubar favoritos, principalmente o Corinthians, em 2000. E esse Palmeiras fez isso agora contra o Atlético", observa Sérgio. O ex-goleiro fez 333 jogos pelo clube e participa de eventos ligados ao Palmeiras até hoje.
O controle mental dos jogadores durante o duelo com o Atlético-MG, algo que o técnico Abel Ferreira trabalha exaustivamente, também foi essencial para o time sair de campo classificado. "São duas coisas que fazem a diferença: você olhar para os jogadores e ver que eles estão bem e olhar para o técnico e ele te passar calma nesse momento adverso. Além disso, o Abel mexeu muito bem e o time reagiu", opina Sérgio.
Atual titular da meta palmeirense, Weverton afirmou que as recordações da campanha vitoriosa de 2020 foram outro componente que fez parte da estratégia. A taça, inclusive, foi levada ao vestiário no Mineirão como objeto de motivação.
"Ter a taça naquele momento significou lembrar a oportunidade que tínhamos de voltar a uma decisão de Libertadores e o quanto isso é importante. Trouxe à memória a chance que temos de disputar outra final e marcar mais uma vez nosso nome na história do clube. Foi uma inspiração e motivação a mais", resumiu Weverton.