Esportes

Adeus, 'Paredão'

Guilherme Tavares
| Tempo de leitura: 2 min

Foi enterrado na tarde desta quarta-feira (29), no Cemitério Municipal do Jardim Redentor, em Bauru, o corpo de Luiz Carlos da Silva, o Luizão, ex-goleiro do Noroeste. Ele, que ao protagonizar incontáveis defesas tornou-se um herói noroestino do passado, foi vítima de um infarte, em casa, na madrugada do mesmo dia. Luizão tinha 68 anos, era casado com Maria Aparecida da Silva, com quem teve quatro filhos, Roberson, Udson, Jorge e Danieli.

O velório foi realizado no Memorial Bauru, onde estiveram presentes familiares, amigos e ex-companheiros do futebol. "Foi um pai excelente, me tornei o que sou hoje por causa dele. Me deu muita força, sempre conversava, me apoiava em tudo", relata o filho Udson Carlos da Silva, 41 anos.

RESGATE

O filho mais velho, Roberson Luiz da Silva, 42 anos, conta que o pai passou mal em casa, ao se levantar para ir ao banheiro. "Ele caiu, chamamos o SAMU, mas o resgate demorou quase uma hora para chegar". Ainda segundo o filho, Luizão não tinha histórico de doenças cardíacas e nem outro problema grave de saúde.

A Prefeitura de Bauru, responsável pelo SAMU, não explicou o que pode ter acontecido, informou apenas que a família deve procurar a Ouvidoria de Saúde para registrar o ocorrido para iniciar então uma investigação de prontuário.

MÃO DE ONÇA

Luizão defendeu as traves do Norusca nos anos 1960 e 1970. Também trabalhou como treinador de goleiros por diversos anos e ainda foi técnico interino em alguns momentos do time profissional. O goleiro sempre declarou seu amor à Maquininha Vermelha, onde chegou aos 17 anos, em 1968. Dois anos depois, já era profissional. Foram 26 anos de Noroeste como jogador e mais dez de comissão.

Em nota, o Noroeste, por meio de sua diretoria, jogadores, colaboradores, torcida e conselheiros, lamentou a perda daquele que apontou como um dos maiores heróis esportivos bauruenses do passado (leia mais abaixo). 

Reunidos no velório para se despedir de Luizão, os amigos relembraram as boas histórias. "Teve um jogo do Noroeste, em São Paulo, contra o Corinthians, que na segunda-feira os caras vieram me falar: Ô louco, hein? Aquele cara lá pega tudo, é mão de onça", relata Luiz Alan Barbosa, 68 anos. O apelido se deve ao fato de que Luizão dificilmente rebatia as bolas. Os dois jogaram nas categorias de base do Noroeste e foram campeões paulistas juvenis em 1969.

"Semana passada tomei uma cervejinha com ele, conversamos bastante, ele estava bem, não dá para acreditar que ele passou mal", lamenta José Roberto Silvestrini, 66 anos, amigo de infância de Luizão.

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