São Paulo - A Defensoria Pública da União (DPU) ajuizou ação nesta sexta-feira (1) contra o Conselho Federal de Medicina (CFM) por sua responsabilidade na chancela do uso consentido de cloroquina e de hidroxicloroquina no tratamento de pacientes com sintomas leves, importantes ou críticos decorrentes da Covid.
A ação pede indenização por danos morais coletivos no valor mínimo de R$ 60 milhões. O valor, se obtido, será depositado no Fundo de Direitos Difusos e pode ser direcionado a uma finalidade específica ligada ao tratamento de vítimas da Covid-19 e do tratamento precoce.
"Nossa tese é de que o CFM é um dos responsáveis pelo enfrentamento errático da pandemia no Brasil por ter dado suporte técnico-científico ao uso de 'kit Covid' e de tratamento precoce", afirma João Paulo Dorini, defensor regional de direitos humanos em São Paulo, e um dos autores da ação.
Procurado, o CFM afirmou que, até o momento, não recebeu nenhuma comunicação judicial sobre a ação. Disse ainda que, caso seja acionado, oferecerá todas as informações pertinentes.