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ONU condena uso de criança fardada em ato em Minas

Estadão Conteúdo
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Brasília - O Comitê da ONU dos Direitos da Criança (OHCHR) emitiu uma declaração, em Genebra, na qual critica a atitude do presidente Jair Bolsonaro de exibir uma criança vestida com farda da Polícia Militar mineira, empunhando uma arma de brinquedo, em evento na semana passada em Belo Horizonte.

Em nota, a entidade afirmou que "condena com veemência o uso de crianças pelo presidente Bolsonaro, vestidas com trajes militares e com o que parece ser uma arma de fogo, para promover sua agenda política". "A circulação de imagens dessas crianças perpetua ainda mais o dano causado a elas e corre o risco de contribuir para a falsa percepção de que o uso de crianças em hostilidades é aceitável." A informação foi revelada pelo jornalista Jamil Chade.

O episódio aconteceu na sexta-feira passada, quando Bolsonaro participou de cerimônia de sanção de projeto para obras do metrô da Capital mineira e do lançamento da pedra fundamental do Centro Nacional de Vacinas.

Animado pelos gritos de "mito", o presidente pegou a arma de brinquedo e o apontou para o alto. Em outro momento, cumprimentou os pais do menino pelo que chamou de exemplo de "civilidade, patriotismo e respeito". Em outro momento, a criança ainda realizou flexões no palco do evento.

No texto do comunicado, o comitê sugere que atitudes como essa devem ser criminalizadas. "A participação de crianças em hostilidades é explicitamente proibida pela Convenção sobre os Direitos da Criança (Artigo 38) e seu Protocolo Opcional sobre o envolvimento de crianças em conflitos armados (Artigos 1 e 4)", cita.

"Tais práticas devem ser proibidas e criminalizadas e aquelas que envolvem crianças em hostilidades devem ser investigadas, processadas e sancionadas".

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